imagem da noticia
camera

Foto: EVARISTO SA/AFP

seta amarela

Política

Senadores criticam pronunciamento de Bolsonaro

Presidente falou na tarde de terça no Palácio da Alvorada.

Redação Pedra Azul News

02/11/2022 - 00:00:00 | Atualizada em 02/11/2022 - 10:58:04

camera

Foto: EVARISTO SA/AFP

Na tarde de terça-feira (1º), Jair Bolsonaro (PL) fez o primeiro pronunciamento após perder as eleições no último dia 30. No entanto, a fala do presidente sobre as eleições foi duramente criticada por senadores.

O presidente da República agradeceu os votos que teve e condenou o fechamento das rodovias, apesar de chamar as manifestações de "sentimento de injustiça" em relação ao processo eleitoral.

"Quero começar agradecendo os 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça de como se deu o processo eleitoral. As manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição do patrimônio e direito de ir e vir", afirmou o presidente.

Nas redes sociais, parlamentares criticaram a postura de Bolsonaro por não reconhecer formalmente o resultado das eleições.

A senadora Soraya Thronicke (União-MS) destacou “contradição e ambiguidade” no discurso e considerou que o tom da fala do presidente foi proposital com objetivo de causar confusão. "O método de causar confusão funcionou bem (para ele) até agora… vamos então aguardar…", disse a senadora.

Para Renan Calheiros (MDB-AL), os protestos são “choro de perdedor” e prejudicam a economia do país. Ele entende que Bolsonaro deu seu aval à mobilização. “O derrotado estimulou a arruaça com seu silêncio golpista. Vai pagar por isso também, apesar da fala cínica”, escreveu.

Paulo Rocha (PT-PA) criticou o presidente por não reconhecer a derrota, declarou que haverá reações a qualquer tentativa de “golpe” e falou ainda em medidas policiais. “Jair Bolsonaro reforçou hoje a total incapacidade de viver em um ambiente democrático. Que isso não seja um sinal de que tentará qualquer tipo de golpe. Não só não aceitaremos, como cobraremos medidas policiais imediatas”.

Leila Barros (PDT-DF) classificou o presidente como “mau perdedor”.
“O pronunciamento relâmpago e tardio do presidente Bolsonaro dá sequência a um plano de alimentar o ódio entre a direita e a esquerda”, declarou.

Fabiano Contarato (PT-ES) chamou Bolsonaro de mimado e que o presidente “pertence ao passado”. “É vergonhoso que o atual inquilino do Planalto haja como um tiranete mimado diante da derrota democrática nas urnas. Ele sabe que será obrigado a cumprir a Constituição, sob pena de ser responsabilizado pelos atos que praticou e que venha a praticar”.

Fonte: Agência Senado