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Jim Caviezel temia levar facada real em 'Dark Horse', filme sobre Bolsonaro (Divulgação)

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Política

Polêmica no lançamento do 1º trailer de Dark Horse, filme sobre Bolsonaro, cercado de investigações

O longa metragem traz ator de Hollywood, é alvo de debate político e investigações.

Redação Pedra Azul News

21/05/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 21/05/2026 - 09:40:02

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Jim Caviezel temia levar facada real em 'Dark Horse', filme sobre Bolsonaro (Divulgação)

O cenário político e cultural do país ganhou um novo elemento de forte debate com a divulgação do primeiro trailer oficial do filme Dark Horse. A prévia da produção reconta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro com foco na campanha presidencial de 2018 e no atentado sofrido por ele em Juiz de Fora.

O vídeo foi publicado nas redes sociais pelo deputado federal Mário Frias. O parlamentar é o autor do argumento do roteiro e atua como produtor executivo do longa-metragem, que adota uma estética de suspense inspirada nas produções de ação norte-americanas. A revelação do vídeo ocorre em um momento em que a obra cinematográfica está sob os holofotes do noticiário por conta das investigações envolvendo o seu modelo de financiamento.

A produção da GoUp Entertainment conta com um orçamento recorde estimado em 13 milhões de dólares. O montante supera a marca de 65,7 milhões de reais na cotação atual e se posiciona como o maior aporte da história do cinema nacional recente, representando um valor significativamente superior ao orçamento de outras produções nacionais de grande porte.

O roteiro de 120 minutos de duração aposta em um elenco de peso internacional liderado pelo ator hollywoodiano Jim Caviezel, mundialmente consagrado pelo papel principal em A Paixão de Cristo. O roteiro vazado revelou que o filme traz uma cena polêmica onde o ex-presidente interage com um enfermeiro homossexual durante sua recuperação no hospital, pedindo o voto do profissional.

Tensões nos bastidores e multas milionárias:

Os bastidores de Dark Horse foram marcados por um rígido controle de sigilo, que estipulava uma multa de 1 milhão de reais em caso de vazamento de informações. Os senadores Flávio e Carlos Bolsonaro chegaram a visitar o set de filmagens durante a gravação da cena que retrata a prisão de Adélio Bispo.

A equipe técnica relatou que o ator Jim Caviezel demonstrou forte paranoia durante as gravações, manifestando medo real de sofrer um atentado com faca em pleno set. O nervosismo do norte-americano foi tamanho que um de seus seguranças pessoais chegou a ameaçar um técnico do filme com uma lâmina, fazendo com que Caviezel deixasse as filmagens dias antes do encerramento oficial, sendo substituído por um dublê.

Investigações, valores e repercussão fiscal:

A Polícia Federal acompanha de perto os bastidores econômicos do projeto devido a interceptações que apontam uma negociação total de 134 milhões de reais para o filme. Desse montante, cerca de 60,6 milhões de reais já teriam sido repassados pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O empresário, dono do Banco Master, foi preso sob a acusação de chefiar fraudes no mercado de capitais que acumulam prejuízos fiscais estimados em até 12 bilhões de reais, tendo bancado mais de 90% do orçamento da obra.

O cruzamento de dados fiscais também mira a atuação de Karina Ferreira da Gama, empresária ligada a Mário Frias e controladora da produtora do longa-metragem. Karina é investigada pela Polícia Civil por comandar uma organização não governamental que firmou um megacontrato suspeito de 108 milhões de reais com uma prefeitura paulista. A auditoria mapeia o fluxo bancário para identificar se houve triangulação desses recursos públicos com as contas da produção cinematográfica.

Diante da repercussão financeira e das polêmicas do roteiro, integrantes da bancada do Partido Liberal manifestaram desconfiança sobre o impacto eleitoral do escândalo. Cerca de 30% dos parlamentares da sigla avaliam reservadamente o risco de desgaste de imagem. A previsão inicial de lançamento do filme no mercado internacional está agendada para o dia 11 de setembro deste ano, data que gera controvérsia por se aproximar do período de restrição fixado pela legislação eleitoral.

Fonte: Metrópoles, Estadão, InfoMoney e Gazeta do Povo.

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