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Presidente Lula: FOTO: MARCELO CAMARGO /AGÊNCIA BRASIL 12.05.2026 | Blusas: Pexels

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Política

Em ano eleitoral, Lula apaga a "Taxa das Blusinhas" criadas em seu próprio governo.

Recuo zera imposto após arrecadação de R$ 9bi, seria para recuperar popularidade nas urnas?

Redação Pedra Azul News

14/05/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 14/05/2026 - 10:02:41

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Presidente Lula: FOTO: MARCELO CAMARGO /AGÊNCIA BRASIL 12.05.2026 | Blusas: Pexels

A polêmica "Taxa das Blusinhas" ganhou um novo capítulo nesta semana com a assinatura de uma Medida Provisória pelo presidente Lula para zerar o imposto de importação sobre compras de até US$ 50. A decisão marca um recuo estratégico do Governo Federal, que agora celebra o fim de uma tributação que ele mesmo articulou e implementou anteriormente.

O movimento ocorre em um momento chave, a poucos meses das eleições de 2026. A iniciativa busca reconectar o governo com a classe média e o público jovem, que são os principais consumidores de plataformas como Shein e Shopee.

Historicamente, a taxação foi defendida pela gestão atual como uma medida de "justiça tributária" para proteger o varejo nacional. O imposto gerou uma arrecadação que superou os R$ 9 bilhões em menos de dois anos de vigência.

No entanto, diante do desgaste político, a narrativa oficial mudou. Ao anunciar a revogação, o governo passou a atribuir ao Congresso Nacional a responsabilidade pela manutenção da taxa no passado. A MP atual é apresentada como um alívio direto ao bolso do cidadão.

Na prática, a isenção deve baratear as encomendas internacionais, já que a carga anterior elevava drasticamente o preço no carrinho. Por outro lado, o setor varejista brasileiro teme a volta de uma concorrência desigual com as gigantes asiáticas.

Enquanto economistas avaliam o impacto da renúncia fiscal nas contas públicas, o cenário político se aquece. Resta ao eleitor decidir se o fim do imposto é uma conquista definitiva ou uma manobra pontual do calendário eleitoral.

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