O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a recorrer a uma de suas mais conhecidas e cobradas bandeiras de campanha. Durante evento oficial de reativação da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Petrobras (Fafen-BA), em Camaçari, o mandatário discursou em tom nostálgico e declarou: "A gente quer ser o primeiro pra comprar coisa de qualidade… a gente quer filé, a gente quer picanha, a gente quer alcatra, a gente quer maminha. A gente quer comer coisas gostosas".
A insistência em repetir a mesma metáfora utilizada na campanha eleitoral de 2022 é vista por analistas políticos como uma tentativa clara de inflar o otimismo popular em um reduto historicamente aliado. No entanto, o resgate do slogan de tom populista ocorre justamente em um momento de desgaste para o Palácio do Planalto, que enfrenta duras pressões do mercado e de setores produtivos em relação à condução da política fiscal do país.
A distância entre a fábrica e o bolso O cenário escolhido para o discurso — a entrega de uma planta industrial que recebeu aportes para sua retomada — tentou projetar uma imagem de autossuficiência e fortalecimento econômico. Contudo, ao puxar o assunto de volta para o consumo imediato de alimentos, o presidente acabou chamando a atenção para uma realidade incômoda: passados anos de sua eleição, o consumidor final do varejo ainda convive com um custo de vida elevado e perda real no poder de compra de itens básicos.
Enquanto a base aliada defende que a fala reforça o compromisso contínuo do governo com o bem-estar das classes trabalhadoras, a oposição e economistas criticaram a retórica repetitiva. O argumento central é de que o Planalto prefere reviver promessas antigas voltadas ao consumo imediato em vez de focar na entrega de reformas estruturais profundas e cortes de gastos públicos, medidas consideradas essenciais para garantir um alívio sustentável e real no bolso dos brasileiros.
Fonte: O Estado de S. Paulo, Agência Brasil e Poder360.





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