Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou um cenário de descaso na gestão de imunizantes, identificando um prejuízo de aproximadamente R$ 260 milhões aos cofres públicos. O montante refere-se ao descarte de cerca de 8 milhões de doses da vacina CoronaVac que perderam a validade nos depósitos do Governo Federal e precisaram ser incineradas.
O relatório técnico do tribunal aponta que a demora do Ministério da Saúde em concluir as negociações foi o fator determinante para o desperdício. O processo de aquisição se arrastou de fevereiro a setembro de 2023, o que resultou na entrega de lotes em outubro com um prazo de validade extremamente curto, já que haviam sido fabricados em março daquele ano.
Essa falha logística impactou diretamente a adesão da população, que foi considerada baixíssima devido ao pouco tempo disponível para o uso dos imunizantes. Das 2 milhões de doses enviadas aos estados, apenas 260 mil foram efetivamente aplicadas antes do vencimento. O TCU destacou que o curto intervalo entre a entrega e a expiração impossibilitou a organização de campanhas eficientes, impedindo que as doses chegassem aos braços dos brasileiros a tempo.
A conduta do Ministério foi classificada como irregular pelo tribunal, que enfatizou que a logística de saúde pública deveria ter sido tratada com prioridade máxima. Em sua defesa, a pasta alegou ter assumido a gestão com estoques abandonados pela administração anterior, mas o TCU segue cobrando explicações formais de ex-diretores e avalia a aplicação de sanções e multas aos responsáveis.
Fonte: G1, Jovem Pan e TCU.





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