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Banqueiro Daniel Vocaro, dono do banco Master, preso em operação da PF | Foto: Reprodução/Redes Sociais

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Política

O Elo de R$ 12,9 Milhões: Contrato de Vorcaro é Investigado como ‘Ponte’ para o STF

Delação travada e suspeitas de “jogo duplo” colocam lobby de Brasília sob a mira da Polícia Federal.

Redação Pedra Azul News

08/05/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 08/05/2026 - 10:39:25

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Banqueiro Daniel Vocaro, dono do banco Master, preso em operação da PF | Foto: Reprodução/Redes Sociais

O contrato de R$ 12,9 milhões

O escândalo gira em torno das denúncias de Marco Aurélio Vitale, ex-executivo da Multilaser, envolvendo o advogado Roberto Bertholdo. O centro da controvérsia é um contrato de R$ 12,9 milhões firmado pelo empresário Ricardo Vorcaro. Segundo os relatos, o montante não se justificaria por serviços jurídicos convencionais, levantando a suspeita de que o contrato servisse como uma "ponte" financeira para influenciar decisões do ministro Alexandre de Moraes, no STF. A investigação aponta para um possível esquema de venda de trânsito político e jurídico em Brasília para favorecer interesses empresariais.

Desdobramentos atuais e o impasse na delação

Os desdobramentos recentes indicam que a tentativa de colaboração premiada de Vorcaro enfrenta forte resistência. Investigadores da Polícia Federal e do Ministério Público avaliam a proposta de delação como "muito ruim", classificando-a como uma tentativa de autodefesa com informações já conhecidas ou irrelevantes. Há uma percepção de que o empresário ofereceu uma "delação vencida", enquanto as investigações oficiais já estariam muito mais avançadas.

Além disso, a PF apura se o "balcão de lobby" investigado, que teria conexões com figuras como Ciro Nogueira, possuía outros clientes além de Vorcaro. No STF, a postura do empresário provocou reações negativas devido a um possível "jogo duplo", onde ele tentaria omitir nomes ou proteger aliados enquanto busca benefícios judiciais. O futuro do acordo depende agora de ajustes profundos e da apresentação de provas inéditas que comprovem o fluxo financeiro do suposto tráfico de influência.

Fontes Oficiais Consultadas: Estadão, Veja, G1, Pleno News.

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