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Política

Derrota histórica: Jorge Messias, indicado de Lula, está fora do STF

Entenda porque o Senado quebrou um jejum de 132 anos ao rejeitar o nome do AGU para a Suprema Corte.

Redação Pedra Azul News

30/04/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 30/04/2026 - 14:11:07

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O cenário político nacional foi sacudido na noite desta quarta-feira (29 de abril) por uma decisão sem precedentes na história republicana moderna. O Plenário do Senado Federal rejeitou a indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União (AGU), para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma votação tensa e marcada por articulações de última hora, o nome escolhido pelo presidente Lula obteve apenas 38 votos favoráveis e 41 contrários, falhando em alcançar a maioria necessária.

Este desfecho quebra um hiato histórico; a última vez que o Senado havia rejeitado um indicado à Suprema Corte foi em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto. O resultado é lido por analistas como um recado direto de independência do Legislativo e uma demonstração de força da oposição, que impôs uma derrota significativa à articulação política do Palácio do Planalto.

A Sabatina e os Bastidores 
Antes de chegar ao plenário, Jorge Messias enfrentou mais de dez horas de sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No entanto, a resistência consolidou-se na votação final. Imagens de bastidores revelam o clima de apreensão no Senado: enquanto governistas tentavam reverter votos até o último segundo, a oposição celebrava a vitória técnica. Os argumentos centrais contra o indicado focaram em uma suposta "politização excessiva" e no perfil considerado estritamente político de Messias, o que comprometeria a independência necessária ao cargo.

O que acontece agora? 
Com a rejeição confirmada, a indicação é arquivada definitivamente. O presidente Lula deverá agora escolher um novo nome para a vaga, que passará por todo o rito de sabatina e votação novamente. Enquanto isso, a cadeira no STF permanece vaga, aumentando a pressão sobre a governabilidade e a expectativa por um perfil que possua maior trânsito entre as bancadas partidárias do Senado.

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