Uma nova norma do governo federal sobre a produção e comercialização de morangos tem gerado forte reação entre produtores rurais em todo o país. A medida, estabelecida pelo Ministério da Agricultura, impõe critérios rigorosos de classificação, qualidade e embalagem da fruta.
Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade de classificação por tamanho (calibre), além de exigências detalhadas sobre aparência, conservação e padronização dentro das embalagens. A regra também amplia a fiscalização, podendo levar à reprovação de lotes inteiros caso não atendam aos critérios definidos.
Embora o governo defenda que a norma busca organizar o mercado e facilitar o comércio internacional, produtores apontam dificuldades práticas para cumprir as exigências. Segundo relatos, o nível de detalhamento — considerado “milimétrico” — pode aumentar custos, exigir mais mão de obra e até inviabilizar parte da produção, especialmente na agricultura familiar.
A preocupação se estende a regiões produtoras do Espírito Santo, como Pedra Azul e outras áreas das montanhas capixabas, onde o cultivo de morango é uma importante fonte de renda para pequenos produtores.
Especialistas também alertam que critérios excessivamente estéticos podem desvalorizar frutas próprias para consumo, aumentando o desperdício e reduzindo a rentabilidade no campo.
Diante da repercussão, o tema já chegou ao meio político, com propostas para revisar ou suspender a norma. Enquanto isso, produtores seguem pressionando por ajustes que equilibrem padronização e viabilidade econômica.





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