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A Operação Nacional Mata Atlântica em Pé 2026 resultou no embargo de 80,18 hectares de áreas com vegetação nativa desmatada em municípios da Região Serrana do Espírito Santo. A ação, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES) em parceria com órgãos ambientais e policiais, aplicou R$ 655.889,82 em multas administrativas durante as fiscalizações realizadas em agosto.
O balanço oficial foi apresentado em coletiva de imprensa pelo MPES. As equipes inspecionaram 98 alvos, somando 97,23 hectares fiscalizados nas zonas rurais de Afonso Cláudio, Brejetuba e Laranja da Terra, onde a expansão desordenada da atividade agrícola figurou como o principal vetor da supressão florestal.
Padrão de supressão, sanções e debate local
De acordo com o Centro de Apoio Operacional da Defesa do Meio Ambiente (Caoa) do MPES, as infrações vêm ocorrendo de forma gradual para tentar burlar os sistemas de monitoramento via satélite:
Estratégia Fragmentada: Retirada sucessiva de pequenas parcelas de vegetação nativa para expansão de lavouras e pastagens.
Auto de Infração: A força-tarefa lavrou 84 autos de infração e decretou o bloqueio das propriedadeså² notified para recuperação da flora.
Repercussão Local: As fiscalizações geraram debates entre produtores rurais e moradores sobre o rigor dos valores das multas e a necessidade de apoio técnico para o manejo sustentável da terra.





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