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Agricultura

Exportadores de café, mel e pescado do Brasil traçam estratégias contra tarifas de Trump

Medidas protecionistas dos EUA mobilizam setores do agro capixaba e nacional pra reverter perdas

Redação Pedra Azul News

08/07/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 08/07/2026 - 08:43:30

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O mercado exportador de commodities e produtos agropecuários do Brasil iniciou o mapeamento de riscos e a elaboração de planos de contingência diante do pacote de tarifas alfandegárias anunciado pela administração do presidente Donald Trump nos Estados Unidos. A política protecionista, que estabelece taxas adicionais sobre produtos estrangeiros, atinge diretamente cadeias produtivas de forte relevância para o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio nacional e do Espírito Santo, como os setores de café, mel e pescados.

Representantes das principais associações de produtores e exportadores buscam canais diplomáticos e comerciais para mitigar os impactos financeiros das novas tarifas. O foco das entidades setoriais está na negociação de exceções tarifárias e no redirecionamento estratégico de excedentes de produção para mercados alternativos na Europa e na Ásia.

Impactos nos Principais Setores Afetados

A reconfiguração alfandegária norte-americana atinge os produtos brasileiros em diferentes níveis de intensidade e exigência de mercado:

Café: O Brasil lidera o fornecimento global do grão e os exportadores tentam blindar o produto demonstrando a dependência das torrefações americanas em relação ao café capixaba e mineiro.

Mel: O setor enfrenta contestações técnicas e investigações de práticas comerciais (como investigações de dumping), o que torna o mercado dos Estados Unidos ainda mais restritivo para os produtores nacionais.

Pescado: Cadeias de cultivo e captura de peixes de alto valor agregado buscam o cumprimento rigoroso de novas certificações fitossanitárias para tentar justificar a manutenção de tarifas diferenciadas.

Estratégias de Mitigação de Danos

O planejamento estratégico dos consórcios de exportação agropecuária envolve ações coordenadas em três frentes de trabalho:

Defesa Legal e Comercial: Contratação de escritórios especializados em Washington para protocolar pedidos de isenção baseados na ausência de similares produzidos em solo norte-americano.

Diversificação de Mercados: Ampliação das missões comerciais para países do Oriente Médio e do bloco asiático para escoar os volumes que encontrarem barreiras tarifárias nos Estados Unidos.

Agregação de Valor: Investimento no processamento local de matérias-primas para exportar produtos acabados com certificações de sustentabilidade e denominação de origem protegida.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), monitora a evolução das barreiras comerciais. O governo federal sinalizou que utilizará os fóruns da Organização Mundial do Comércio (OMC) para questionar medidas que contrariem os acordos internacionais de livre comércio vigentes.

Fontes:

Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)

Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty)

Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé)

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