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Cristãos fazem enterro coletivo de vítimas de terroristas islâmicos na Nigéria. (Foto: Reprodução/Christian Today)

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Massacre na Nigéria: 130 cristãos são mortos durante o Natal

Silêncio Internacional diante da Perseguição aos Cristãos.

Redação Pedra Azul News

29/12/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 29/12/2023 - 09:00:40

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Cristãos fazem enterro coletivo de vítimas de terroristas islâmicos na Nigéria. (Foto: Reprodução/Christian Today)

Entre a noite de sábado, 24 de dezembro, e a manhã de segunda-feira, 26, uma série de ataques no estado de Plateau, Nigéria, resultou na morte de centenas de cristãos, com muitos outros feridos. Os conflitos recorrentes entre comunidades em Plateau, notadamente entre pastores muçulmanos e agricultores cristãos, têm raízes étnico-religiosas. As tensões religiosas persistem há anos, com autoridades governamentais alegando disputas territoriais como causa, enquanto a realidade aponta para uma motivação mais profunda.

O presidente da Coalizão de Nacionalidades Étnicas da Juventude de Plateau, Paul Dakete, destacou que o Natal, normalmente tempo de celebração, foi transformado em luto devido aos assassinatos. O governador do estado de Plateau, Caleb Mutfwang, condenou os ataques como "bárbaros, brutais e injustificáveis". A Anistia Internacional apelou por uma investigação imparcial nas áreas de Bokkos e Barkin-Ladi, predominantemente cristãs, onde a maioria das mortes ocorreu.

Os ataques, ainda não reivindicados por nenhum grupo, ocorrem em meio a uma realidade mais ampla de violência na Nigéria, envolvendo Boko Haram, Estado Islâmico e gangues criminosas. Em 2023, a ONG Portas Abertas revelou que mais cristãos são mortos na Nigéria anualmente do que em todos os outros países combinados.

Surpreendentemente, o massacre natalino na Nigéria recebeu pouco destaque internacional. Enquanto a França emitiu um breve comunicado, organizações como as Nações Unidas e Médicos Sem Fronteiras permaneceram em silêncio. O líder francês Éric Zemmour destacou mais de 130 cristãos mortos, sublinhando que mais de 5.000 foram assassinados em 2022 devido à fé cristã, com milhares de mulheres cristãs sendo vítimas de violência.

A presidente da Hungria, Katalin Novák, expressou solidariedade às famílias das vítimas, enfatizando a necessidade de pôr fim aos massacres e de oferecer ajuda aos cristãos perseguidos. A falta de destaque na mídia internacional destaca a urgência de abordar a perseguição aos cristãos não apenas na Nigéria, mas em diversos países africanos. O silêncio ocidental diante dessa tragédia crescente é apontado como ensurdecedor, enquanto os ataques acentuam a vulnerabilidade dos cristãos, especialmente durante as celebrações natalinas.

Massacre na Nigéria: 130 cristãos são mortos durante o Natal
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