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Maduro se reúne com o presidente da Guiana, e prometem manter a paz na região

Líderes dos dois países se encontram frente a frente em reunião bilateral em São Vicente e Granadina

Redação Pedra Azul News

15/12/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 15/12/2023 - 19:42:10

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Em coletiva à imprensa após uma reunião realizada nesta quinta-feira (14), o presidente da Guiana, Irfaan Ali, reiterou firmemente sua posição quanto à integridade territorial de seu país. O encontro ocorreu em São Vicente e Granadinas, no Caribe, e teve como interlocutor o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, visando a resolução do impasse em torno de Essequibo.

Ali expressou sua determinação em não permitir alterações no mapa guianense, enfatizando a importância do respeito à soberania. "Não há narrativas ou propagandas que possam alterar o mapa da Guiana", declarou o presidente em entrevista aos jornalistas presentes.

A Venezuela, por sua vez, anunciou que ambos os países manifestaram disposição em "prosseguir com o diálogo" sobre o território disputado, que abrange 70% da Guiana, embora seja reivindicado pela administração de Maduro.

Ao término do encontro, o primeiro entre os líderes desde a escalada da disputa, Maduro e Ali apertaram as mãos e, de acordo com o governo venezuelano, comprometeram-se a "diminuir a controvérsia em relação ao território de Essequibo".

A região de Essequibo, com área superior à da Inglaterra e do estado do Ceará, integra a Guiana, mas está no centro de reivindicações da Venezuela, que aprovou em dezembro um referendo para anexação da área. Desde então, as tensões aumentaram, com movimentações tanto da Venezuela quanto da Guiana.

Os Estados Unidos, já parceiros militares da Guiana no ano anterior, durante a crise de Essequibo, anunciaram sobrevoos militares à região. Essa medida foi classificada por Maduro como provocação, enquanto os EUA exploram a possibilidade de estabelecer uma base militar em Essequibo.

A Venezuela sustenta ser a legítima proprietária de Essequibo, uma porção de 160 quilômetros quadrados que representa aproximadamente 70% do território guianense, abrangendo seis dos dez estados do país. O referendo reacendeu uma disputa de décadas, alimentando receios de um conflito armado na fronteira com o Brasil.

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