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Política

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e citam Lulinha e políticos no escândalo do INSS

Negociação de colaboração premiada revela supostas conexões no esquema de fraudes bilionárias.

Redação Pedra Azul News

25/02/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 25/02/2026 - 13:32:26

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Dois ex-dirigentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ex-procurador Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis, estão em fase avançada de negociação de acordos de delação premiada que, segundo relatos, incluiriam citações a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a políticos ligados ao chamado Centrão no contexto das investigações sobre fraudes e descontos ilegais em aposentadorias e pensões.

A operação, conhecida como Operação Sem Desconto, apura um esquema bilionário de habilitação irregular de entidades para fazer descontos automáticos nos benefícios previdenciários, gerando prejuízos expressivos a aposentados e pensionistas. Os delatores, presos desde novembro de 2025, teriam detalhado a atuação dessas entidades e os mecanismos internos que permitiram a concessão de descontos supostamente irregulares.

No centro das menções está o nome de Lulinha, filho mais velho do presidente da República, que aparece citado nas tratativas entre os delatores e investigadores. É importante destacar que, segundo a legislação brasileira, o simples fato de citar um nome em delação ou investigação não configura investigação formal ou acusação, especialmente quando não há confirmação de envolvimento. As defesas e notas oficiais em outros veículos negam relação direta ou participação no esquema.

Além de Lulinha, políticos associados ao Centrão foram mencionados como supostos beneficiários ou conectados às operações de favorecimento, incluindo a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Flávia Péres.

As delações, que ainda dependem de homologação judicial, podem fornecer aos investigadores detalhes sobre repasses, favorecimentos e possíveis vínculos entre dirigentes do INSS, operadores externos e agentes políticos. Caso homologadas, elas servirão de base para aprofundar a apuração criminal e, eventualmente, sustentar ações penais, sempre sob o crivo do devido processo legal.

O caso permanece sob sigilo parcial, e as menções feitas até agora refletem informações preliminares não confirmadas oficialmente pela Polícia Federal ou pela Justiça. A repercussão política pode ganhar novos capítulos com a continuidade das investigações e eventuais desdobramentos na CPMI que acompanha o caso.

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e citam Lulinha e políticos no escândalo do INSS
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