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Foto: Hugo Cordeiro/NITRO/Divulgação | Reprodução: Folha de S.Paulo

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Agricultura

Espírito Santo tem 55 cafés no Coffee of the Year; sete são da Região Serrana

Lista definitiva inclui produtores de Domingos Martins, Brejetuba, Castelo e Alfredo Chaves.

Redação Pedra Azul News

06/11/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 05/11/2026 - 21:53:12

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Foto: Hugo Cordeiro/NITRO/Divulgação | Reprodução: Folha de S.Paulo

O Espírito Santo ampliou sua presença em uma das principais competições de qualidade de café do Brasil. A lista oficial definitiva do Coffee of the Year 2026 reúne 55 cafés capixabas classificados, sendo 38 da espécie arábica e 17 da espécie canéfora, grupo que inclui o conilon.

O resultado também representa uma conquista para a Região Serrana do Espírito Santo, que terá sete amostras na disputa nacional, produzidas em Domingos Martins, Brejetuba, Castelo e Alfredo Chaves.

Os classificados foram identificados pelo Pedra Azul News após a conferência da relação atualizada do Coffee of the Year, disponibilizada pela organização da Semana Internacional do Café (SIC).

A premiação acontecerá em 13 de novembro, durante o evento realizado entre os dias 11 e 13, na Expominas, em Belo Horizonte (MG).

Lista revisada eleva participação capixaba para 55 cafés

A relação inicialmente divulgada em 27 de outubro apontava 54 cafés do Espírito Santo, dos quais 37 eram arábicas e 17 canéforas.

Esses números foram reproduzidos por veículos especializados, entre eles a Revista Negócio Rural.

Entretanto, a organização publicou um comunicado informando que a lista original deveria ser desconsiderada. Na relação definitiva, o Espírito Santo passou a contar com 38 amostras de arábica e 17 de canéfora, totalizando 55 classificações.

Com isso, o estado supera em seis o número de 49 amostras classificadas na edição de 2025.

O desempenho também chama atenção na categoria canéfora: 17 das 30 amostras selecionadas em todo o Brasil são capixabas, o equivalente a aproximadamente 57% dos participantes dessa etapa.

Região Serrana terá sete representantes

Entre os destaques da lista definitiva estão sete produtores dos municípios que integram a Região Serrana, todos concorrem na categoria de café arábica.

Domingos Martins — dois classificados

Matheus Silva Modolo, do Sítio Pedra Azul.

Vagner José Uliana, do Refúgio do Ninho.

Brejetuba — três classificados

José Mascarelo, do Sítio Santo Antônio.

Joselino Menegueti, da Fazenda Alto Rancho Dantas.

Marcos Antônio Costa, do Sítio Fazenda Córrego do Pinheiro.

Alfredo Chaves — um classificado

Ives Ferreira Miranda, do Sítio Nossa Senhora, identificado também como Condado da Montanha.

Castelo — um classificado

Marciano Tomazini Nalli, do Sítio São José.

A presença desses produtores demonstra que o cultivo de cafés especiais continua conquistando espaço entre propriedades de diferentes municípios da Região Serrana.

Em Domingos Martins, chama atenção a classificação de uma amostra produzida no Sítio Pedra Azul, nome que também identifica um dos destinos turísticos mais conhecidos do Espírito Santo.

Brejetuba, por sua vez, concentra três dos sete representantes regionais, reforçando sua participação na produção de arábicas de qualidade.

Caparaó também se destaca entre os classificados

Além da Região Serrana, o Espírito Santo terá forte participação de produtores do Caparaó capixaba, território distinto do conjunto de 11 municípios adotado pelo Pedra Azul News.

Na relação definitiva, 27 cafés arábicas são provenientes de municípios identificados na categoria como pertencentes ao Caparaó.

O maior destaque individual é Dores do Rio Preto, com 11 amostras classificadas.

Também aparecem produtores de Iúna, Ibitirama, Ibatiba, Divino de São Lourenço e Muniz Freire, municípios que contribuem para o reconhecimento da produção capixaba de cafés especiais.

Na categoria canéfora, Santa Teresa, município situado fora da Região Serrana delimitada nesta reportagem, reúne cinco representantes, enquanto Alto Rio Novo possui quatro.

A distribuição evidencia a diversidade da cafeicultura estadual, com regiões produtoras de arábica e canéfora competindo em uma mesma premiação nacional.

Espírito Santo busca repetir o sucesso de 2025

O desempenho atual ocorre depois de uma participação expressiva na edição anterior.

Em 2025, 11 das 15 primeiras posições premiadas do Coffee of the Year foram conquistadas por produtores capixabas, conforme reportagem de A Gazeta.

Naquele ano, o Espírito Santo conquistou oito posições entre os dez melhores arábicas e três entre os cinco melhores canéforas.

A categoria canéfora teve como campeã Carolinna Bridi Gomes, de Santa Teresa, consolidando o reconhecimento da produção capixaba.

A Região Serrana também esteve representada entre os premiados de 2025. Bianca Gomes Fernandes, de Domingos Martins, conquistou a oitava colocação na categoria arábica, com café do Refúgio do Ninho.

A propriedade aparece novamente na relação de 2026, desta vez com uma amostra apresentada por Vagner José Uliana.

Como funciona o Coffee of the Year?

Criado em 2012, o concurso tem como objetivo valorizar a qualidade e a diversidade dos cafés produzidos no Brasil.

As amostras inscritas passam por avaliações realizadas por profissionais especializados, que analisam características sensoriais como aroma, sabor, acidez, corpo e equilíbrio da bebida.

Na edição de 2026, foram selecionadas 180 amostras, divididas em 150 cafés arábicas e 30 canéforas.

Durante a Semana Internacional do Café, os grãos classificados serão apresentados nas Salas de Cupping, espaços destinados à degustação e à aproximação entre produtores, compradores e profissionais do setor.

Em outra etapa, os dez arábicas e os cinco canéforas mais bem avaliados passam por uma degustação às cegas, com participação dos visitantes na composição da pontuação final.

Os vencedores serão anunciados no último dia do evento.

Reconhecimento pode abrir oportunidades para pequenos produtores

A classificação em uma competição nacional representa mais do que a possibilidade de conquistar um troféu.

Para propriedades rurais, especialmente as de menor porte, participar de uma avaliação dessa importância pode ampliar a visibilidade do café produzido e facilitar o contato com compradores interessados em grãos diferenciados.

A valorização da qualidade e da origem permite que produtores busquem mercados nos quais características específicas da bebida sejam consideradas na negociação.

Entretanto, a classificação não garante automaticamente aumento nas vendas ou nos preços recebidos pelos agricultores.

Os possíveis resultados comerciais dependerão da qualidade apresentada, das negociações realizadas e das condições de mercado.

Para a Região Serrana, a presença de sete representantes também contribui para projetar a produção agrícola local em um evento que recebe profissionais brasileiros e estrangeiros.

Quando serão conhecidos os vencedores?

A Semana Internacional do Café 2026 acontecerá entre 11 e 13 de novembro, na Expominas, em Belo Horizonte.

A cerimônia de premiação do Coffee of the Year está programada para sexta-feira, 13 de novembro, às 15h, no Grande Auditório do evento.

Até lá, as amostras capixabas permanecem classificadas para a disputa, sem que tenham sido definidos os campeões desta edição.

Com 55 representantes estaduais e sete cafés da Região Serrana entre os selecionados, a expectativa agora se concentra na avaliação final, que poderá ampliar o reconhecimento dos produtores capixabas no mercado nacional de cafés especiais.

Fontes: Coffee of the Year · Revista Negócio Rural · A Gazeta

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