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China leva plano de paz à Rússia, mas Putin acirra o tom contra o Ocidente

Líder chinês está em visita oficial de três dias na Rússia

Redação Pedra Azul News

22/03/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 22/03/2023 - 10:00:23

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AFP - Getty Images

O presidente da China, Xi Jinping, está em visita oficial à Rússia. No encontro que teve nessa segunda-feira (20) com o presidente da Rússia , Vladimir Putin, o líder chinês apresentou um plano de paz em vista de dar fim à Guerra na Ucrânia. Putin elogiou a posição equilibrada que a China tem mantido em relação ao conflito que já se iniciou há mais de um ano. Lideranças ocidentais, por outro lado, criticam a posição da China e acusam-na de dar cobertura diplomática à guerra inaugurada pela Rússia.

Geopolítica e multipolaridade
Xi enalteceu as relações políticas entre os dois países em vista de uma ordem internacional multipolar. O conceito de multipolaridade é de autoria do filósofo russo Aleksander Dugin, considerado por muitos o cérebro de Putin. O líder russo sobre o tema disse que “Estamos trabalhando em solidariedade para criar uma ordem mundial multipolar mais justa e democrática”.

A ordem multipolar se contrapõe ao que Putin, na esteira de Dugin, chama de ordem unipolar, aquela na qual os Estados Unidos seria o único polo de onde emanariam os comandos da ordem internacional.

Economia
A relação econômica dos países também foi exaltada pelos dois líderes. Segundo Putin, a cooperação econômica entre os dois gigantes cresceu na ordem de 30% no ano passado, estabelecendo um novo recorde de U$$185 bilhões.

Voltando à guerra
Se a China levou uma proposta de paz, Putin não foi nada pacífico em sua fala sobre a Ucrânia. Segundo ele, o Ocidente já estaria enviando armamento nuclear para a Ucrânia e caso isso fosse usado, a Rússia responderia. A fala do presidente russo se refere ao envio de munição com urânio empobrecido de Londres para Kiev. A ministra da Defesa britânica afirmou que “essas munições são altamente eficazes para derrotar tanques modernos e veículos blindados.

Ao que tudo indica, a tensão da guerra na Ucrânia está longe de cessar.