Nesta quinta-feira (08/01), o governador Renato Casagrande, ao lado do secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, e de prefeitos da Região Serrana, entre eles Edu Ramos, de Domingos Martins, além de gestores de Venda Nova do Imigrante, Marechal Floriano, Afonso Cláudio e Brejetuba, assinou a autorização para uma obra de aproximadamente R$ 1,8 milhão destinada à ampliação do ambulatório do Micropolo Serrano.
O anúncio, no entanto, veio acompanhado de revolta e críticas. O prédio, construído na gestão de Paulo Hartung, foi abandonado por anos, reformado em 2015 pelo próprio Casagrande, chegou a receber equipamentos médicos e ficou pronto para inauguração, algo que jamais aconteceu. Em vez de atender a população, o espaço acabou sendo utilizado como sede da 5ª Companhia da Polícia Ambiental. Agora, em pleno ano eleitoral, o governo volta a prometer que o ambulatório “finalmente” entrará em funcionamento.
Segundo o discurso oficial, a unidade deverá ofertar 16 especialidades médicas, com previsão de 36 mil consultas por ano, além de quase 6 mil exames especializados, como mamografia, colonoscopia, endoscopia, ultrassonografias, exames cardiológicos e neurológicos, entre outros. Promessas que soam como alívio tardio para uma população que há anos enfrenta filas, deslocamentos longos e falta de atendimento especializado.
A obra prevê ampliação de 220 m², com 12 consultórios, recepção climatizada e estacionamento com 26 vagas. O investimento anual para custeio dos serviços será de R$ 1,67 milhão, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
O Micropolo Serrano atende cerca de 167 mil habitantes de sete municípios. Para muitos moradores, porém, o anúncio não representa novidade, mas a repetição de um roteiro já conhecido, com obras autorizadas, promessas anunciadas e a saúde pública regional continuando à espera de soluções concretas.





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