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A passagem de uma linha de instabilidade acompanhada por fortes rajadas de vento provocou um tsunami meteorológico — conhecido tecnicamente como meteotsunami — no Litoral Sul de Santa Catarina. O fenômeno causou o avanço repentino do mar e alagamentos em trechos costeiros dos municípios de Laguna, Jaguaruna e Imbituba, assustando pescadores e moradores locais nas primeiras horas do dia.
A elevação súbita das águas ocorreu por volta das 6h da manhã, quando ondas de grande porte invadiram a faixa de areia em locais como a Praia do Cardoso, em Laguna. A força do mar atingiu estabelecimentos comerciais, invadiu vias públicas e arrastou pequenas embarcações e redes de pesca que estavam ancoradas na orla. Apesar dos estragos materiais registrados, a Defesa Civil de Santa Catarina e o Corpo de Bombeiros Militar confirmaram que não houve vítimas ou feridos.
A confirmação do evento deu-se a partir de análises integradas de dados de marégrafos, radares meteorológicos, imagens de satélite e câmeras de monitoramento do governo estadual. Os equipamentos de medição instalados nos portos e praias de Imbituba e Laguna registraram uma variação abrupta e atípica no nível do mar, coincidindo exatamente com a passagem de ventos de direção sul que atingiram rajadas entre 60 km/h e 90 km/h.
Diferente de um tsunami tradicional de origem sísmica, provocado por terremotos ou acomodações de placas tectônicas no fundo do oceano, o meteotsunami é gerado por fatores exclusivamente atmosféricos. O processo ocorre quando tempestades severas causam quedas ou elevações bruscas de pressão no ar, que, combinadas a ventos intensos na mesma velocidade de deslocamento das ondas, empurram uma grande lâmina d'água em direção à costa de forma contínua.
Especialistas e meteorologistas da Defesa Civil estadual explicam que esse tipo de evento possui baixíssima previsibilidade nos modelos meteorológicos convencionais, justamente pela velocidade com que a instabilidade atmosférica se conecta com a dinâmica das correntes marítimas. A entrada de uma massa de ar frio e seco na região ao longo das últimas horas já estabilizou a atmosfera, afastando o risco de novos episódios de meteotsunami na costa catarinense no curto prazo.





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