O advogado Lucas Costa Brasileiro, preso por suspeita de envolvimento nos atos de 8 de janeiro, após ter realizado uma prova de concurso em Brasília, participou nesta terça-feira (26) do sepultamento de sua avó, Joanice Jorge da Costa, no Cemitério de Formosa (GO). A presença foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Lucas chegou ao local algemado e sob forte escolta da Polícia Penal do Distrito Federal (PPDF). Cerca de 30 agentes, armados com pistolas e espingardas, cercaram o cemitério e se revezaram na vigilância. A operação chamou atenção pela rigidez da segurança, medida classificada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape-DF) como necessária em situações externas de “alto risco”.
Inicialmente, a penitenciária havia negado o pedido da defesa, alegando falta de efetivo policial para cumprir a decisão judicial. A negativa foi assinada pelo secretário da Seape, Wenderson Souza e Teles. O impasse mudou após a divulgação de um vídeo gravado pelo pai do detento, Evandro Brasileiro, durante o velório. No registro, ele mostrou a autorização judicial e criticou a ausência do filho na cerimônia. Poucas horas depois, a família recebeu comunicação informal de que a escolta seria realizada, levando ao adiamento do sepultamento.
Lucas, então, compareceu ao funeral sob forte aparato policial, o que motivou opiniões nas redes sociais. Familiares e apoiadores reclamaram do uso de algemas em um momento de luto, criticaram os custos e o aparato de segurança e questionaram se manifestantes do 8 de janeiro deveriam receber tratamento semelhante ao que seria destinado a criminosos de alta periculosidade.