A Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) recomendaram o reforço da segurança em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto em sua residência, no Lago Sul, área nobre de Brasília. A decisão que determinou a medida foi tomada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após descumprimentos de restrições impostas, como o uso de redes sociais.
Na segunda-feira (25), a PGR enviou parecer defendendo a ampliação do policiamento próximo à casa do ex-presidente. O procurador-geral Paulo Gonet sugeriu que equipes de prontidão façam monitoramento em tempo real, ressaltando que as ações devem respeitar a rotina domiciliar e a vizinhança.
No dia seguinte, a Polícia Federal encaminhou ofício a Moraes solicitando a possibilidade de permanência de agentes dentro da residência em tempo integral, como já ocorreu em casos anteriores, a fim de garantir a efetividade da medida e reduzir o risco de fuga. O órgão destacou que tornozeleiras eletrônicas não são plenamente confiáveis, por dependerem de sinal de telefonia, sujeito a falhas ou interferências.
A intensificação da vigilância ocorre em meio à proximidade do julgamento marcado para 2 de setembro. Bolsonaro e outros sete aliados são acusados de compor o núcleo central de uma organização criminosa que teria planejado uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.