imagem da noticia
camera

Geraldo Magela/Agência Senado

PUBLICIDADE

seta amarela

Brasil

PGR pede ao STF que Sérgio Moro seja preso por dizer que Gilmar Mendes vende ‘habeas corpus’

Para PGR, Moro agiu com intenção de ferir a imagem e honra do magistrado.

Redação Pedra Azul News

18/04/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 18/04/2023 - 11:11:52

camera

Geraldo Magela/Agência Senado

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou ao Supremo Tribunal Federal (STF) e pediu a condenação à prisão do senador Sérgio Moro (União Brasil - PR) por calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

A denúncia surgiu após um vídeo, que circula nas redes sociais desde a última sexta-feira (14), em que o senador Sérgio Moro disse algo sobre “comprar um habeas corpus de Gilmar Mendes”.

A vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo, pede em sua denúncia que Moro seja condenado por calúnia e inclui como agravante o fato da declaração se referir a um “magistrado da mais alta Corte do País”, com mais de 60 anos e ter sido dada “na presença de várias pessoas, com o conhecimento de que estava sendo gravado por terceiro, o que facilitou a divulgação da afirmação caluniosa”.

“Em data, hora e local incertos, o denunciado SERGIO FERNANDO MORO, com livre vontade e consciência, caluniou o Ministro do Supremo Tribunal Federal GILMAR FERREIRA MENDES, imputando-lhe falsamente o crime de corrupção passiva, previsto no artigo 317 do Código Penal, ao afirmar que a vítima solicita ou recebe, em razão de sua função pública, vantagem indevida para conceder habeas corpus, ou aceita promessa de tal vantagem”.

A vice-procuradora ainda acrescenta que Moro “agiu com a nítida intenção de macular a imagem e a honra objetiva do ofendido”.

Lindôra pede ao STF a notificação de Moro, o recebimento da denúncia, a instauração de ação penal, deflagração de instrução criminal e fixação de valor mínimo para reparação dos danos causados. Além disso, caso aplicada a pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 anos, requer também a decretação da perda do mandato de senador.

Nas redes sociais, Sérgio Moro se manifestou lamentando a decisão da PGR. Disse não ter sido ouvido e que foram “usados fragmentos de vídeos editados e publicados por pessoas inescrupulosas".

PUBLICIDADE