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Brasil

MS reconhece risco de trombose pelo uso de AstraZeneca e Janssen; Anvisa desmente rumores de desuso

Vacinas continuam a ser usadas no SUS.

Redação Pedra Azul News

17/04/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 17/04/2023 - 16:16:04

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O Ministério da Saúde (MS), em nota técnica, reconheceu risco de trombose, principalmente em mulheres, após uso das vacinas AstraZeneca e Janssen contra a covid-19, deixando de recomendar os imunizantes de vetor viral para pessoas com menos de 40 anos.

A constatação veio após casos ocorridos em países da Europa, Austrália e nos Estados Unidos. “Após a vacinação em larga escala da população, desde meados de fevereiro de 2021, vários países europeus (por exemplo, Áustria, Dinamarca, Noruega, Alemanha, Reino Unido) e Austrália relataram casos de síndrome de trombose com trombocitopenia (STT) em pessoas que receberam vacinas que utilizam plataformas de vetor viral não replicante como a vacina COVID-19 recombinante AstraZeneca/Oxford e, posteriormente nos Estados Unidos (EUA) com a vacina Janssen”, diz a nota técnica.

O MS ainda informa que grande parte dos casos de STT ocorreram após 30 dias de uso dos imunizantes (mais comumente entre 4 e 30 dias).

A pasta informou que “as formas clínicas mais frequentemente reportadas foram de trombose de seio venoso cerebral (ou trombose venosa cerebral), mas também há relatos de trombose de veias intrabdominais, tromboembolismo pulmonar e tromboses arteriais”. Além disso, reconheceu que pode ocorrer “sangramento de forma significativa e inesperada”.

A nota concluiu que a “Coordenação Geral entende ser pertinente atualizar as recomendações de uso das vacinas de vetor viral (Astrazeneca e Janssen) para que, na população abaixo de 40 anos de idade, sejam administradas preferencialmente vacinas COVID-19 de plataformas que não sejam de vetor viral.” Mas reconheceu o “bom perfil de segurança das vacinas de vetor viral”.

Após a publicação da nota, rumores surgiram de que o SUS não mais aplicaria as vacinas. A Anvisa negou que os imunizantes estejam em desuso e que eventos adversos são raros. A recomendação é de que os imunizantes de vetor viral não sejam aplicados em pessoas abaixo de 40 anos.