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Brasil

Ex-presidente da Funai afirma que Nicolás Maduro autorizou garimpo na região de Ianomâmis

Marcelo Xavier defendeu abertura de CPI para investigar ONGs.

Redação Pedra Azul News

01/02/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 25/02/2023 - 12:31:07

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Yuri Cortez/AFP

Em entrevista ao Oeste Sem Filtro, o ex-presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) Marcelo Xavier afirmou que o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, autorizou o garimpo na região em que estão os ianomâmis. As informações são da Revista Oeste, de terça-feira (31).

O ex-presidente da Funai explicou que os povos ianomâmis são seminômades que têm migrado para o Brasil devido à crise famélica, ou seja, por conta da fome enfrentada na Venezuela.

Os ianomâmis estão em uma região que faz fronteira com a Venezuela, no entanto, por serem seminômades é difícil dizer exatamente a origem dos indígenas desnutridos, segundo Xavier. Alguns não tem nem certidão de nascimento ou o Rani (Registro Administrativo de Nascimento de Indígena). "É muito difícil dizer de onde vêm e para onde vão”, explicou Xavier.

“O que sabemos é que ali naquela região do Rio Orinoco, o Maduro autorizou a extração ilegal de minério, inclusive para sustentar o regime dele. Isso força naturalmente que os indígenas sejam expulsos de suas áreas".

O ex-presidente da Funai destacou que os ianomâmis são culturalmente povos migratórios que vieram para o Brasil em razão da fome e das dificuldades causadas pelo garimpo. E explicou ainda que povos indígenas de outras etnias também se espalharam pelo País, como ocorreu no Peru em razão do desmatamento, narcotráfico e exploração de petróleo.

Marcelo Xavier afirmou que “a migração de indígenas de outros países para o território brasileiro é um fato" e que organizações não governamentais (ONGs) na Amazônia receberam verbas milionárias, mas fizeram muito pouco.

Xavier defendeu a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de tais organizações. Além disso, considerou que as denúncias feitas somente agora contra o governo de Jair Bolsonaro revelam um problema existente há pelo menos quatro décadas. “Acho muito importante ver o que há por trás disso", concluiu.