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Política

Ex-ministra do Esporte de Lula Continuará Recebendo Salário de R$ 41 Mil durante Seis Meses

Em menos de 10 meses, Lula demite duas mulheres do primeiro escalão do Governo

Redação Pedra Azul News

28/09/2023 - 00:00:00 | Atualizada em 28/09/2023 - 15:03:07

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Ricardo Stuckert/PR

A Comissão de Ética Pública (CEP) da Presidência da República aprovou a concessão de uma quarentena remunerada para a ex-ministra do Esporte, Ana Moser. Ela foi demitida pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início deste mês para acomodar o centrão  nos quadros do Governo. Com essa decisão, Ana Moser continuará a receber seu salário de Ministra, que atualmente é de R$ 41,6 mil, pelos próximos seis meses.

A determinação da CEP foi emitida na quarta-feira (27). O órgão argumentou a existência de um potencial conflito de interesses entre a função de Ministra do Esporte e as atividades no setor privado.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, Ana Moser optou por não revelar detalhes sobre sua nova ocupação na iniciativa privada que, segundo ela, geraria conflitos com sua antiga posição na Administração Pública. Ela afirmou que o procedimento de consulta à Comissão de Ética é padrão para ex-ministros.

A ex-ministra foi exonerada por Lula para dar espaço a André Fufuca (PP-MA), indicado pelo Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Na ocasião, ela expressou tristeza e consternação diante de sua saída.

Ana Moser destacou que o tempo que esteve à frente do ministério foi insuficiente para implementar as mudanças necessárias no cenário esportivo brasileiro.

No entanto, nove dias após sua demissão, ela compartilhou uma foto em que abraçava o Presidente Lula, agradecendo o apoio recebido nos últimos dias. Ela enviou carinho aos seus apoiadores e compartilhou um resumo das realizações durante seu período como Ministra do Esporte.

Após sua exoneração por Lula, Ana Moser também criticou a sociedade e a direita, denunciando assédio e violência contra as mulheres em seu governo. Em entrevista ao UOL, ela declarou que as mulheres que integram o governo Lula são alvo de assédio, violência e misoginia, características presentes na sociedade, especialmente vindas da direita desde o início de sua gestão.