O governo federal voltou atrás em parte de uma medida que havia elevado o imposto de importação sobre mais de 1.200 itens, incluindo eletrônicos e produtos de informática, diante da forte repercussão negativa nas redes sociais e entre parlamentares. A mudança, anunciada no início de fevereiro pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), pretendia reajustar tarifas para ampliar a proteção à indústria nacional e potencialmente aumentar a arrecadação do país.
No entanto, após a reação pública, a administração revogou o aumento para 120 produtos, mantendo alíquotas anteriores em itens como celulares, notebooks e peças de computador, e afirmou que a narrativa de aumento generalizado era “fake news”. Em vídeo publicado pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin, ele declarou que não houve elevação de impostos nesses produtos específicos e que muitas notícias circulando na internet eram imprecisas ou falsas.
Parlamentares da oposição reagiram com críticas ao recuo e à forma como o governo tratou a divulgação, acusando a administração de reduzir a taxação apenas após pressão política e de utilizar o termo “fake news” para minimizar a controvérsia. Deputados ressaltaram que a elevação chegou a ser anunciada oficialmente e questionaram a transparência do processo.
A polêmica ocorre em um momento em que o governo enfrenta fragilidades nas pesquisas de opinião, o que intensifica o debate sobre a gestão econômica em ano eleitoral. Analistas e políticos seguem atentos aos impactos da decisão sobre o mercado de eletrônicos, consumidores e a indústria nacional, enquanto a administração argumenta que as revisões são parte da normal atualização de políticas de comércio exterior.





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