Historicamente, o El Niño altera o clima global desde os registros de 1950. No Brasil, episódios severos como os de 1997/98 e 2015/16 deixaram marcas profundas com secas e cheias históricas. Pouco mais de um ano após o último ciclo, o aquecimento precoce das águas do Pacífico acelera o retorno do fenômeno em 2026.
A agência de oceanos e atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) elevou o status do monitoramento para "alerta". Dados oficiais apontam 82% de probabilidade de o El Niño estar totalmente formado entre maio e julho deste ano, com 96% de chance de que ele persista com força total até o início de 2027.
Organizações ligadas à ONU alertam que este evento pode figurar como o maior e mais intenso da história recente. O aquecimento subsuperficial do oceano avança de forma inédita na costa do Peru, indicando um início com força avassaladora, o que ameaça a segurança alimentar e a produção agrícola global.
Os impactos devem mudar drasticamente o comportamento do clima. Enquanto a Região Sul enfrentará o travamento de frentes frias e temporais frequentes, as projeções para o segundo semestre indicam que o Sudeste do país sofrerá com ondas de calor extremo, termômetros muito acima da média e baixa umidade.
No Espírito Santo, os modelos meteorológicos ligam o sinal de alerta máximo. A combinação de calor recorde com a chegada de frentes frias oceânicas deve criar um ambiente de extrema instabilidade em solo capixaba, aumentando o risco de tempestades severas, vendavais e queda de granizo a partir do inverno.
As autoridades locais temem o impacto direto na economia do estado. A atmosfera instável e o estresse térmico ameaçam a produtividade das lavouras de café conilon e de hortifrúti na Região Serrana. Além disso, o acumulado de chuvas rápidas e volumosas eleva o risco de inundações e deslizamentos nos centros urbanos.





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