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Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

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Polícia

Sérgio Cabral tem condenação anulada sobre o pagamento de propina assumido por ele em depoimento

TRF-2 anulou a sentença no caso relacionado à suposta corrupção na escolha da sede olímpica de 2016

Redação Pedra Azul News

07/03/2024 - 00:00:00 | Atualizada em 07/03/2024 - 12:04:03

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Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) anulou, nesta quarta-feira, 6, a sentença do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, no caso relacionado à suposta corrupção na escolha da sede olímpica de 2016.

A decisão do TRF-2, baseada na percepção da 1ª Turma Especializada, invalida a sentença da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, apontando que o juiz Marcelo Bretas não tinha autoridade para deliberar sobre o caso. A nova decisão reduziu as punições de Cabral em 40 anos e 6 meses, totalizando 335 anos, oito meses e 29 dias de pena. Nuzman, por sua vez, foi sentenciado a quase 31 anos de prisão.

O caso envolve a investigação sobre um suposto pagamento de suborno para garantir que os Jogos Olímpicos de 2016 fossem sediados no Rio de Janeiro. A acusação afirma que Cabral, Nuzman e Leonardo Gryner, ex-diretor da Rio-16, teriam solicitado a Arthur Soares o pagamento de US$ 2 milhões para Lamine Diack, então membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), poucos dias antes da seleção da cidade anfitriã dos Jogos. Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), tanto o COB quanto o Comitê Organizador dos Jogos exerciam atividades típicas de Estado e foram equiparados a funcionários públicos.

As defesas dos acusados continuam batalhando contra os danos causados pela Operação Lava Jato. Nuzman sempre negou conhecimento do pagamento, enquanto Cabral admitiu a propina em depoimentos posteriores. Segundo relatos, o ex-governador do RJ afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes também sabiam deste pagamento.

Sérgio Cabral tem condenação anulada sobre o pagamento de propina assumido por ele em depoimento
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