O sistema logístico do Espírito Santo passará por uma reestruturação profunda nos próximos anos. A Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) avançou com a renovação antecipada da concessão da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) por mais 30 anos, garantindo a operação até 2056.
O processo já superou as fases de audiências públicas e análise do Tribunal de Contas da União (TCU). Atualmente, o projeto encontra-se na fase final de ajustes contratuais para a assinatura do aditivo. O grande diferencial deste acordo é que o valor da outorga paga pela concessionária será carimbado pelo Governo Federal para financiar a construção da ferrovia EF-118.
Com 575 km, a EF-118 conectará Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), criando o aguardado "anel ferroviário do Sudeste". O projeto já possui estudos de viabilidade concluídos e avança agora para as etapas de licenciamento ambiental e detalhamento de engenharia nos trechos que ligam o Rio ao porto de Anchieta e à Grande Vitória.
O cronograma de investimentos prevê um aporte total de R$ 30 bilhões. Nos primeiros cinco anos, o foco será em segurança operacional e modernização, incluindo a construção de viadutos e passagens em nível para reduzir conflitos urbanos em cidades como Cariacica e Viana.
Na sequência, o plano foca na expansão de capacidade, com a aquisição de novas locomotivas e vagões de alta performance. O objetivo é atender ao aumento da demanda de grãos e minérios vindos de Minas Gerais para os terminais capixabas, otimizando o escoamento global.
O traçado impacta diretamente municípios como Vitória, Vila Velha, Cariacica, Viana, Serra, Fundão, Santa Leopoldina, Marechal Floriano e Domingos Martins. No Sul e Litoral Sul, cidades como Anchieta, Cachoeiro de Itapemirim, Marataízes e Mimoso do Sul também estão no eixo estratégico.
A garantia de operação a longo prazo traz a segurança jurídica necessária para atrair novos investimentos privados. Isso favorece a instalação de indústrias e centros de distribuição próximos aos trilhos, reduzindo custos logísticos e tornando os produtos capixabas muito mais competitivos.
Como resultado, espera-se uma forte geração de empregos e o fortalecimento do PIB estadual, consolidando o Espírito Santo como o principal corredor de exportação do Sudeste. Os detalhes técnicos podem ser consultados no portal oficial da ANTT.





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