A Petrobras oficializou, neste mês de maio de 2026, um novo aumento no preço médio de venda do Querosene de Aviação (QAV) para as distribuidoras. O reajuste médio é de 18%, o que representa um acréscimo de aproximadamente R$ 1,00 por litro de combustível. Este é o segundo choque de custos enfrentado pelo setor aéreo em menos de 60 dias, somando-se à alta drástica de 55% ocorrida em abril.
O Fator Geopolítico e o Barril Brent
A principal força motriz por trás desse aumento é a volatilidade do mercado internacional de petróleo. Conflitos no Oriente Médio, especificamente envolvendo o Irã e Israel, geraram incertezas sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, por onde circula 20% do petróleo global. Como o Brasil segue a paridade internacional, a disparada do barril do tipo Brent — que oscilou próximo aos US$ 120 — é repassada mensalmente para as companhias aéreas nacionais.
Impacto Direto na Malha Aérea
Para as companhias aéreas brasileiras, o cenário é desafiador. O combustível (QAV) representa, em média, 30% dos custos totais de uma operação aérea. Com a alta acumulada em 2026, a pressão sobre as margens operacionais é imediata.
Logística de Abastecimento: Estima-se que cada R$ 0,10 de aumento no litro do QAV gere um impacto de milhões de reais no balanço mensal das grandes operadoras.
Mecanismo de Alívio: Para evitar um colapso imediato no fluxo de caixa das empresas, a Petrobras mantém a proposta de parcelamento do reajuste em até seis vezes, com vencimentos a partir de julho de 2026.
Passagens e Consumidor
Especialistas em economia do turismo alertam que o repasse ao consumidor é quase inevitável. Devido aos algoritmos de preços dinâmicos, passagens para voos de última hora e destinos de alta temporada (como o período de férias de julho) devem sofrer correções significativas. A recomendação do setor para os viajantes é a antecipação máxima das compras para tentar fugir das tarifas que já começam a ser atualizadas com base nos novos custos de maio.





Clique aqui






