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Imagem: Divulgação/Polícia Civil do ES (PCES)

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Polícia

Operação Intifada chega a 29 presos após captura de suspeito de organizar ataques em Vitória

Suspeito foi localizado no bairro Resistência; investigação ainda busca lideranças foragidas.

Redação Pedra Azul News

06/11/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 06/11/2026 - 08:34:01

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Imagem: Divulgação/Polícia Civil do ES (PCES)

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES) prendeu, na manhã de quinta-feira (5 de novembro), um homem de 29 anos investigado por gerenciar o tráfico de drogas e participar da organização de ataques armados contra facções rivais em Vitória. A captura ocorreu no bairro Resistência e elevou para 29 o número de suspeitos presos na Operação Intifada, iniciada em outubro.

O investigado foi identificado como Jadson Fernandes de Souza, conhecido como “MJ” ou “Menor Jadson”. Segundo informações divulgadas pela Tribuna Online, ele é apontado pela polícia como integrante da organização criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV).

A prisão foi realizada por equipes da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Durante a abordagem, o investigado não apresentou resistência. Após os procedimentos policiais, ele foi encaminhado ao Centro de Triagem do Complexo Penitenciário Rodrigo Figueiredo da Rosa, em Viana, onde permanece à disposição da Justiça.

Investigado é apontado como articulador de ataques armados

De acordo com as investigações, Jadson exerceria uma função de gerenciamento do tráfico de drogas na região e participaria da articulação de ações violentas contra integrantes de grupos criminosos rivais.

O delegado George Zan, adjunto da DHPP de Vitória, informou que o suspeito estaria entre os responsáveis pela coordenação de atividades relacionadas ao comércio de entorpecentes e à organização de ataques armados.

Conforme reportagem do Aqui Notícias, as apurações procuram esclarecer a participação do investigado na estrutura da organização criminosa e sua possível ligação com episódios de violência registrados na capital.

As atribuições feitas ao suspeito integram a investigação policial. A prisão preventiva não representa condenação, e a responsabilidade criminal dependerá da análise das provas pela Justiça.

Operação começou com investigação de homicídio

A Operação Intifada foi deflagrada em 14 de outubro de 2026, com o objetivo de combater a atuação de integrantes do PCV, especialmente de um grupo ligado à região da Grande São Pedro, em Vitória.

Segundo informações oficiais da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), a investigação teve origem no assassinato de um homem conhecido como Breno, ocorrido em 7 de setembro de 2025, no bairro Redenção.

A polícia suspeita que o crime esteja relacionado à disputa territorial entre integrantes do Primeiro Comando de Vitória e do Terceiro Comando Puro (TCP).

Inicialmente, três suspeitos de participação no homicídio foram identificados e presos. O aprofundamento das diligências permitiu aos investigadores mapear uma estrutura criminosa que, segundo a corporação, possuía diferentes funções.

Entre elas estavam a arrecadação de dinheiro, o abastecimento dos pontos de venda de drogas, o gerenciamento do tráfico e a organização de confrontos armados.

A apuração também identificou suspeitos de envolvimento em episódios de violência nos bairros Conquista, Redenção, Santa Marta e Andorinhas, na capital capixaba.

Primeira fase mobilizou cerca de 200 policiais

A ofensiva policial de outubro contou com aproximadamente 200 agentes e mais de 50 viaturas, além do apoio da Polícia Penal e do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer).

Ao todo, foram expedidos 44 mandados de prisão e 76 de busca e apreensão contra investigados.

Na fase inicial da operação, a Polícia Civil divulgou o cumprimento de 28 mandados de prisão.

Durante as buscas, os agentes apreenderam drogas, dinheiro e materiais utilizados para embalar entorpecentes.

Em um imóvel relacionado a outro investigado, no bairro Nova Palestina, foram encontrados aproximadamente 120 papelotes de cocaína e materiais associados ao comércio de drogas.

A operação também contou com informações de inteligência compartilhadas entre diferentes instituições de segurança pública, com o objetivo de identificar integrantes e possíveis lideranças da organização criminosa.

Polícia investiga lideranças fora do Espírito Santo

As diligências identificaram suspeitos que, mesmo fora do território capixaba, continuariam exercendo funções de comando dentro da organização.

Segundo a Polícia Civil, alguns desses investigados são apontados como responsáveis por planejar ataques e transmitir orientações a integrantes da facção que atuam no Espírito Santo.

Parte dos alvos permanece foragida.

A polícia continua trabalhando para localizar essas pessoas, cumprir os mandados judiciais pendentes e esclarecer a participação individual dos envolvidos nas atividades investigadas.

Quais são os próximos passos da investigação?

A Operação Intifada permanece em andamento, com três frentes principais:

Localização dos foragidos: cumprimento das ordens judiciais ainda pendentes, especialmente contra investigados apontados como integrantes da estrutura de comando.

Identificação das responsabilidades: aprofundamento das provas sobre o gerenciamento do tráfico, o financiamento das atividades ilícitas e a organização dos ataques armados.

Esclarecimento dos crimes: investigação da participação de cada suspeito nos homicídios e confrontos relacionados às disputas entre facções criminosas.

Até a manhã desta sexta-feira (6), 29 prisões estavam confirmadas, sem divulgação de uma nova captura que alterasse esse total.

O avanço da investigação dependerá agora da localização dos demais suspeitos e da reunião de provas capazes de esclarecer a responsabilidade de cada envolvido nos crimes apurados.

Fontes: Tribuna Online · Aqui Notícias · Sesp

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