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Espírito Santo

Efeito pandemia: 654 pacientes estão à espera de córnea no Espírito Santo

Atualmente no Espírito Santo, 654 pacientes estão na fila para receber uma nova córnea.

Redação Pedra Azul News

03/08/2022 - 00:00:00 | Atualizada em 05/08/2022 - 13:25:06

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Atualmente no Espírito Santo, 654 pacientes estão na fila para receber uma nova córnea. A espera dura, em média, dois anos e meio. Houve um aumento na demanda devido às restrições impostas pela pandemia ao serviço de captação do tecido do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas.
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O número de pacientes é o resultado de um levantamento realizado neste mês pela entidade. Antes da pandemia da covid-19 o tempo médio de espera por uma córnea era de três a seis meses e a fila era de 80 pacientes. A fila de transplante é única, organizada por estado, e segue a mesma ordem independentemente se o paciente é atendido na rede pública ou particular.
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Segundo a coordenadora do Banco de Olhos, Caroline Meirelles Mendes, o aumento na fila e a demora para a realização da cirurgia tem gerado problemas sociais porque o paciente que aguarda um doador enfrenta dificuldade para exercer tarefas do dia a dia.
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“Podemos reverter esse quadro realizando uma campanha de conscientização sobre a importância do ato voluntário com a população em geral. Sem doador, não há doação e as famílias devem conversar sobre o assunto para que, no momento de luto, as famílias possam se manifestar favoráveis a doação”, diz.
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A captação da córnea só pode ser feita com a autorização por parte de um familiar próximo como o pai ou mãe, marido, mulher ou filho. Primos, sobrinhos e vizinhos não valem. Ainda existem condições como as idades limites de 2 a 75 anos e o espaço de seis horas para que a equipe do Banco de Olhos recolha a córnea desde que o óbito tenha sido constatado.
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“A córnea é avascular e, por isso, não tem a necessidade de compatibilidade. O que é levado em conta é a ordem cronológica de espera e o andamento pode ser acompanhado por sistema”, explica Caroline.
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No ano passado 273 transplantes foram realizados no Espírito Santo, sendo que, 70% das córneas foram ofertadas pelo Hospital das Clínicas. A fila de transplantes de córnea já foi zerada no passado, realidade que é o objetivo do Banco de Olhos do Hospital das Clínicas.