imagem da noticia
camera

Imagem: Reprodução

PUBLICIDADE

seta amarela

Política

Bancada do PT vota contra PEC que propõe redução de até 75% na alíquota do IPVA

Proposta que limita imposto a 1% e altera o cálculo do IPVA avança na CCJ da Câmara.

Redação Pedra Azul News

13/07/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 13/07/2026 - 10:28:02

camera

Imagem: Reprodução

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 3/2026, que estabelece um teto para a cobrança do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) em todo o território nacional. O texto, que visa limitar a alíquota máxima do tributo a 1% sobre o valor do veículo, avançou no colegiado apesar do posicionamento contrário dos deputados federais da bancada do Partido dos Trabalhadores (PT).

A medida impacta diretamente a arrecadação dos estados, uma vez que, em regiões onde a alíquota atual atinge o patamar de 4%, a redução real no bolso do contribuinte pode chegar a até 75%. Parlamentares governistas justificaram a resistência ao texto apontando potenciais perdas nas receitas estaduais destinadas a investimentos públicos em infraestrutura e serviços básicos.

Mudanças Estruturais no Cálculo do Imposto

De autoria do deputado Kim Kataguiri (União-SP), a proposta altera de forma significativa a base de cobrança do tributo sobre automóveis:

Teto Nacional: Instituição do limite máximo de 1% para a cobrança da alíquota anual do IPVA.

Cálculo por Peso: O imposto deixaria de ser calculado com base na tabela de valor de mercado do veículo, passando a considerar o peso do automóvel.

Impacto Regional: Estados com alíquotas elevadas sofreriam maior pressão para readequação de suas leis orçamentárias.

Próximas Etapas e Tramitação no Congresso

Mesmo com a aprovação de admissibilidade na CCJ, a proposta enfrentará um rito longo no Legislativo federal antes de uma eventual promulgação:

Comissão Especial: Criação de um colegiado dedicado para analisar o mérito técnico e debater emendas ao texto.

Plenário da Câmara: Necessidade de aprovação por maioria qualificada em dois turnos de votação.

Senado Federal: Envio da matéria para nova análise detalhada e votação em dois turnos pelos senadores.

Defensores da PEC argumentam que a mudança corrige distorções fiscais e desonera o orçamento das famílias. Por outro lado, interlocutores alinhados ao governo defendem que a discussão de limites tributários estaduais deve ocorrer de forma integrada com a regulamentação ampla da reforma tributária nacional.

Fontes:

Câmara dos Deputados

Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC)

PUBLICIDADE