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Política

Roberta Luchsinger diz que quer fazer delação e cita Lula e Lulinha

Empresária afirma ter informações além das mensagens já analisadas pela Polícia Federal.

Redação Pedra Azul News

19/10/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 18/10/2026 - 17:51:00

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A empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou, em entrevista à CNN Brasil exibida no sábado (17), que deseja firmar um acordo de delação premiada e colaborar com as investigações que envolvem seu nome e o de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Roberta, ela poderia apresentar informações que não estão registradas nas mensagens de WhatsApp já conhecidas pelos investigadores. A empresária declarou que pretende colaborar com a Polícia Federal (PF) quando houver condições legais para isso e afirmou que não poupará pessoas que, segundo ela, tenham relação com os fatos investigados.

A manifestação ocorre no contexto da Operação Sem Desconto, que apura fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Roberta e Lulinha são investigados por suspeitas de tráfico de influência no governo federal. As suspeitas estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de crime.

O que Roberta afirma que pode revelar

Questionada pela CNN Brasil sobre o que teria a acrescentar às apurações, a empresária disse que existem informações que não se limitam às conversas registradas em aplicativos de mensagens. Ela mencionou situações que teria presenciado, conversas sobre projetos e outros detalhes que, segundo sua versão, poderiam contribuir para o trabalho dos investigadores.

Roberta também reiterou que pretende formalizar sua intenção de colaborar com a Justiça, mas reconheceu que existe um procedimento legal a ser seguido. Até as informações publicadas nas reportagens consultadas, não havia confirmação de que um acordo de delação tivesse sido aceito pelas autoridades.

A delação premiada é um instrumento jurídico pelo qual uma pessoa investigada ou acusada pode fornecer informações relevantes às autoridades em troca de possíveis benefícios previstos em lei. O conteúdo apresentado precisa ser analisado e confrontado com outros elementos de prova; declarações de um colaborador não comprovam automaticamente as acusações que ele fizer.

Lula e defesa de Lulinha contestam as declarações

Em resposta à CNN Brasil, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que Lula desconhece os fatos relatados por Roberta e que nunca manteve interlocução com ela. A nota também declarou que o presidente não recebeu demandas da empresária nem tem conhecimento das supostas tratativas mencionadas.

O comunicado questionou ainda o momento em que as declarações foram divulgadas, às vésperas do segundo turno da eleição presidencial, e afirmou que denúncias sem comprovação podem interferir no debate eleitoral.

A defesa de Lulinha também negou irregularidades. Em nota à CNN, afirmou que a relação dele com ministros é de natureza pessoal e que as insinuações feitas pela empresária são incompatíveis com o depoimento prestado às autoridades. A defesa declarou que ele pretende comprovar sua inocência no curso das investigações.

As manifestações representam as posições dos envolvidos. A apuração jornalística deve distinguir essas respostas das declarações de Roberta e de eventuais conclusões oficiais sobre os fatos investigados.

Entenda o contexto da investigação

A Operação Sem Desconto apura um esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. No decorrer das investigações, a Polícia Federal passou a examinar suspeitas envolvendo possíveis relações entre pessoas investigadas e a intermediação de negócios com órgãos públicos.

De acordo com a CNN Brasil, Roberta foi alvo de medidas investigativas, incluindo buscas e apreensões, bloqueio de bens e valores e determinação de uso de tornozeleira eletrônica. Essas medidas fazem parte do procedimento investigativo e não equivalem a uma condenação.

A reportagem da Gazeta do Povo também abordou a intenção da empresária de firmar um acordo de colaboração e as informações que ela afirma possuir. Já a Folha repercutiu a entrevista e as críticas dirigidas ao presidente. As publicações complementam o contexto, mas não substituem a confirmação das alegações por documentos, provas e manifestações das autoridades responsáveis.

Quais são os principais pontos do caso?

Intenção de delação: Roberta Luchsinger afirmou que deseja colaborar com a Polícia Federal e que pode apresentar informações além das mensagens já conhecidas.

Investigação em andamento: ela e Lulinha são investigados por suspeitas relacionadas a tráfico de influência no governo federal, no contexto das apurações ligadas à Operação Sem Desconto.

Posições divergentes: Lula afirmou desconhecer os fatos relatados, enquanto a defesa de Lulinha negou irregularidades e contestou as declarações da empresária.

O próximo ponto relevante é saber se a intenção anunciada por Roberta avançará para um procedimento formal de colaboração e se as informações eventualmente apresentadas serão consideradas relevantes e corroboradas pelas autoridades. Até lá, as declarações devem ser tratadas como alegações, sem antecipar conclusões sobre a responsabilidade dos investigados.

Fontes: CNN Brasil · Gazeta do Povo · Folha de S.Paulo

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