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Resumo da entrevista de Ciro Gomes ao Jornal Nacional

O pedestista foi o entrevistado dessa terça (23) no JN

Redação Pedra Azul News

24/08/2022 - 00:00:00 | Atualizada em 26/08/2022 - 12:38:20

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Reprodução: JN

Ciro Gomes foi o entrevistado do Jornal Nacional dessa terça-feira (23). Em tom muito mais ameno do que o adotado com o presidente Jair Bolsonaro, os jornalistas questionaram o presidenciável do PDT sobre diversos temas, passando pelas reformas do modelo político e econômico do país, até à questão da Amazônia. Confira o resumo da entrevista.

Renata Vasconcellos perguntou se o tom agressivo de Ciro contra Lula e Bolsonaro seria o caminho para pacificar o Brasil. Ciro se mostrou desconfortável e, depois de se esquivar, disse, ao final, que consideraria a pergunta da jornalista. Disse que a corrupção é promovida por pessoas que devem ter seus nomes expressamente apontados, o que justificaria seu tom belicoso.

William Bonner perguntou sobre economia. Seu questionamento foi sobre como garantir a renda mínima de mil reais mensais, prometida pelo candidato. Ciro respondeu que o benefício estaria respaldado na reforma previdenciária por ele proposta. Além disso, esse benefício seria custeado também pelo imposto sobre grandes fortunas cujos destinatários seriam as pessoas com mais de R$20 milhões em patrimônio.

O jornalista aproveitou o ensejo do tema das reformas para questionar sobre como obter aprovação do Congresso, uma vez que o PDT não conseguiu firmar alianças na corrida eleitoral. Ciro disse que, além da mudança do modelo econômico, proporia uma mudança do modelo de governança política. Ele atacou o chamado presidencialismo de coalização, mencionando os ex-presidentes: Collor cassado, Fernando Henrique sem conseguir emplacar sucessor, Lula preso, Dilma cassada e Bolsonaro desmoralizado pela sua aliança com o centrão. O pedetista defendeu ainda a promoção de plebiscitos, além de ampliar a aproximação com governadores e prefeitos.

A jornalista Renata Vasconcellos questionou que os plebiscitos têm servido a líderes populistas na América Latina como método para esvaziar a democracia representativa. Ciro disse que olha mais para a Europa e menos para a Venezuela e disse ainda que repudia o modelo político adotado nesse país, sistema este que, segundo ele, é admirado pelo PT. Ciro respondeu que é preciso fazer mediação com governadores e prefeitos para esvaziar o fisiologismo e trabalhar com plebiscitos programáticos. Ele disse que vai energizar a política no Brasil.

Bonner questionou sobre como a promessa de acabar com a reeleição poderia facilitar a relação com o Congresso. Ciro respondeu que o que acabou com as instituições políticas no Brasil foi a reeleição. Isso porque o presidente fica refém de agradar os congressistas em vista de se reeleger. Sem reeleição, o presidente teria mais liberdade para enfrentar os desafios junto ao Congresso.

Ciro criticou as medidas de Bolsonaro na pandemia e disse ainda que votar em Lula para se livrar das frustrações com o presidente Bolsonaro seria um retrocesso. Ciro de disse ainda um vassalo do povo brasileiro.

Bonner abordou o tema meio ambiente. Ciro disse que o Brasil perdeu o senhorio do seu território. Afirmou que a condição que o Incra impôs a uma geração inteira para poder ocupar a região da Amazônia era desmatar. Segundo ele, no período de meia geração, o desmatamento se tornou “crime hediondo”, o que causou muita confusão na população.

Para Ciro, só repressão não soluciona o problema. Para ele, é preciso fazer um zoneamento econômico ecológico: estabelecer no mapa, com georreferenciamento “aqui pode, aqui não pode” (desmatar). Para ele, é preciso fazer um “retreinamento” de diversificação da atividade produtiva da população. Para ele, é preciso educar o povo para que entenda que a floresta vale muito mais de pé do que derrubada. Para ele, uma reeducação em termos de produção sustentável abriria caminho para fazer valer o rigor das leis para quem desmatar ilegalmente. Ciro disse que unidades de conservação e reservas indígenas estão sendo desmatadas. Segundo ele, “a algema vai voltar a funcionar” no seu governo.

Ciro disse que seu projeto é em prol do desenvolvimento brasileiro para os próximos 30 anos. Ele mira, como exemplo de qualidade de vida, em Portugal. Para ele, é possível que, uma vez adotado o seu projeto, o Brasil esteja, em 30 anos, no mesmo patamar que o Portugal.

Sobre a segurança pública, Ciro disse que o enfrentamento das facções criminosas deve ser feito não por instâncias locais, mas pelo Governo federal.

Nas considerações finais, Ciro propôs a lei “antiganância”, inspirada na experiência da Inglaterra. Disse ainda que no sábado estrará a “cirotv.com.br” e fez um apelo aos eleitores de Lula e Bolsonaro por uma chance de governar o Brasil.

Você confere a íntegra da entrevista em

Assistir Jornal Nacional - Ciro Gomes responde sobre polarização online | Globoplay