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Economia

Preços de alimentos e produtos básicos sobem até 60% no governo Lula

Café em pó lidera os aumentos, enquanto inflação oficial acumula 4,58% em 12 meses.

Redação Pedra Azul News

14/10/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 13/10/2026 - 22:36:45

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Alimentos, produtos de higiene pessoal e outros itens de consumo cotidiano ficaram mais caros entre 2022 e 2026, segundo levantamento divulgado pela Revista Oeste. O estudo, atribuído ao Instituto Mises Brasil e baseado em dados do Procon-SP e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), compara os preços médios de seis produtos e aponta aumentos que chegam a 61%.

Os dados abrangem o período entre 2022, antes do início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e 2026, durante sua atual gestão. Entre os produtos analisados, o café em pó registrou a maior alta, seguido por itens de higiene e outros produtos presentes nas despesas diárias das famílias.

Café em pó teve a maior alta

De acordo com os valores apresentados pela Revista Oeste, o pacote de café em pó tradicional de 500 gramas passou de R$ 15,48, em 2022, para R$ 24,86, em 2026. A diferença representa uma elevação de aproximadamente 61%.

O desodorante em spray também apresentou aumento expressivo. O preço informado passou de R$ 7,32 para R$ 11,21 por unidade, uma alta de 53%. Já o litro de leite longa vida subiu de R$ 4,61 para R$ 5,72, avanço de 24%.

A comparação inclui ainda carne bovina, gasolina e creme dental. O quilo da carne de primeira passou de R$ 42,01 para R$ 50,49, aumento de 20%. A gasolina subiu de R$ 4,93 para R$ 6,53 por litro, alta de 32%. Já o tubo de creme dental de 90 gramas passou de R$ 4,05 para R$ 5,23, uma elevação de 29%.

Os valores indicam que os seis produtos ficaram mais caros na comparação apresentada pelo levantamento. No entanto, os percentuais se referem a itens específicos e não representam, isoladamente, a inflação acumulada de todos os produtos e serviços consumidos pelos brasileiros.

Inflação oficial também entra na análise

Os dados apresentados pela Revista Oeste podem ser contextualizados com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mede a variação de preços de uma ampla cesta de bens e serviços.

O IPCA registrou inflação de 4,62% em 2023, 4,83% em 2024 e 4,26% em 2025. Em setembro de 2026, o índice subiu 0,82% no mês e acumulou alta de 4,58% em 12 meses, segundo o IBGE.

O resultado de setembro ficou acima do limite superior de 4,5% da meta de inflação. Esse indicador ajuda a dimensionar a evolução geral dos preços, mas não deve ser confundido com os aumentos individuais registrados pelo levantamento do Instituto Mises Brasil.

A diferença ocorre porque o IPCA considera milhares de preços de produtos e serviços, enquanto a comparação divulgada pela Revista Oeste se concentra em seis itens. Assim, um produto pode apresentar alta muito superior à inflação geral, enquanto outros podem registrar aumentos menores ou até quedas.

Pesquisa do Dieese mostra diferenças nos preços dos alimentos

A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Dieese, oferece outra perspectiva sobre o custo da alimentação. Em setembro de 2026, a cesta básica de São Paulo custou R$ 922,51, com alta de 9,53% em relação a setembro de 2025.

No Rio de Janeiro, a cesta chegou a R$ 913,46, aumento de 14,29% em 12 meses. Os dados mostram que o custo dos alimentos também varia conforme a cidade e a composição da cesta analisada.

A pesquisa do Dieese registra ainda movimentos diferentes entre os produtos. Em São Paulo, por exemplo, o preço médio do café em pó caiu 17,57% em 12 meses até setembro de 2026, enquanto a carne bovina de primeira subiu 11,85% no mesmo intervalo.

Essa diferença não invalida automaticamente os números apresentados na reportagem da Revista Oeste, porque os períodos e as bases de comparação não são iguais. Ela demonstra, porém, a importância de considerar o intervalo analisado e a metodologia de cada levantamento antes de comparar percentuais.

O que os números revelam

Café lidera a comparação: o preço do pacote de 500 gramas passou de R$ 15,48 para R$ 24,86, alta de 61%, segundo os valores divulgados pela Revista Oeste.

Outros itens também subiram: o desodorante em spray teve aumento de 53%, a gasolina de 32% e o creme dental de 29%.

Inflação e preços específicos são medidas diferentes: o IPCA acumulou 4,58% em 12 meses até setembro de 2026, enquanto a pesquisa do Instituto Mises compara seis produtos entre 2022 e 2026.

O levantamento divulgado pela Revista Oeste coloca em evidência o aumento de preços de produtos cotidianos durante um período que inclui o terceiro mandato de Lula. A comparação permite observar quanto esses itens encareceram, mas não comprova, por si só, que as altas tenham sido provocadas exclusivamente pelo governo federal. Fatores como custos de produção, oferta, demanda, clima e condições do mercado também podem influenciar os preços.

Fontes: Revista Oeste · IBGE · Dieese · Procon-SP · Instituto Mises Brasil

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