Na quinta-feira (28), a Polícia Federal deflagrou a Operação Carbono Oculto, visando desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro operado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação apura movimentações financeiras ilícitas que somaram cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando postos de combustíveis como fachada para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas.
A operação identificou 42 alvos em diversos estados, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Santa Catarina. Entre os investigados estão empresas como Trustee Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários LTDA, Reag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., Banco Genial S.A., Actual Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., além de diversos fundos de investimento e gestoras de recursos.
Segundo a PF, a facção criminosa utilizou a alta rotatividade de caixa dos postos de combustíveis para realizar transações financeiras em espécie, facilitando a lavagem de dinheiro. Além disso, foram identificados vínculos com fintechs, corretoras e fundos de investimento, ampliando o alcance e a complexidade do esquema.
A operação prevê prisões, buscas e apreensões, com o objetivo de desarticular a rede de lavagem de dinheiro e responsabilizar os envolvidos. A Polícia Federal segue com as investigações para identificar os participantes e desmantelar a organização criminosa.