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Imagem: Trump - Presidente dos EUA | Lula - presidente do Brasil | Foto: Reprodução: internet

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Economia

Novo tarifaço de Trump contra o Brasil entra em vigor nesta quarta-feira (22)

EUA aplicam sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros após investigação da Seção 301.

Redação Pedra Azul News

22/07/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 22/07/2026 - 10:35:14

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Imagem: Trump - Presidente dos EUA | Lula - presidente do Brasil | Foto: Reprodução: internet

Entrou em vigor nesta quarta-feira (22 de julho de 2026) o novo pacote de tarifas comerciais imposto pelo governo dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras. A medida, fundamentada em investigações da Seção 301 conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), estabelece uma sobretaxa adicional de 25% que atinge cerca de 3 mil a 4 mil produtos nacionais, movimentando aproximadamente 18% a 20% das vendas brasileiras ao mercado americano.

As alegações formais da Casa Branca combinam disputas comerciais e motivações políticas, citando divergências no mercado de etanol, entraves na propriedade intelectual e críticas a decisões judiciais brasileiras sobre regulação e remoção de conteúdos em redes sociais, além de restrições ao Pix.

Setores Atingidos e Lista de Exceções

A tarifa de 25% recai diretamente sobre manufaturados e bens de consumo, afetando bens como calçados, têxteis, móveis, máquinas, equipamentos e combustíveis como o etanol. Há ainda a perspectiva de uma taxa extra de 12,5% sob alegação de falhas de fiscalização, o que pode elevar a sobretaxa final a 37,5% em alguns segmentos.

Por outro lado, Washington divulgou uma extensa lista de exceções com mais de 2.200 itens considerados estratégicos para o consumo interno norte-americano, poupando da nova alíquota produtos como café, carne bovina, petróleo, minerais, fertilizantes, celulose e aeronaves civis.

Reação do Governo e Estratégia de Apoio

A equipe econômica brasileira, liderada pelos ministérios da Fazenda, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), classificou a cobrança como injusta e descabida. O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que o foco inicial será manter as negociações diplomáticas para evitar uma escalada retaliatória imediata.

Como forma de contenção de danos, o governo federal prepara linhas de crédito voltadas às empresas afetadas e destinou R$ 130 milhões via ApexBrasil para apoiar a diversificação de destinos comerciais da indústria brasileira. A aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica segue mantida como instrumento de avaliação técnica em caso de impasse persistente.

Fontes:

CartaCapital

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)

Ministério das Relações Exteriores (MRE)

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