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Eleições

Moraes toma posse no TSE, com direito a conversinhas ao pé do ouvido e risinhos com Bolsonaro

Bolsonaro e Moraes sentaram lado a lado e pareciam estar em um clima muito ameno.

Redação Pedra Azul News

17/08/2022 - 00:00:00 | Atualizada em 18/08/2022 - 14:04:37

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O ministro Alexandre de Moraes tomou posse da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nessa terça-feira (16). Moraes comandará o procedimento das eleições de 2022 cuja maior marca será a polarização entre os dois primeiros candidatos nas pesquisas de intenções de voto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que luta pela reeleição, e o ex-presidente Lula (PT), que briga por um terceiro mandato à frente do Planalto.

Além dos já citados candidatos, estiveram presentes os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff e Michel Temer e o vice da chapa de Lula Geraldo Alckmin (PSB). Além deles, demais autoridades marcaram presença, como o presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti e os demais ministros do TSE, Ricardo Lewandowski, Carlos Horbach, Sérgio Banhos, Mauro Campbell e Benedito Gonçalves.

O discurso de Moraes foi marcado por uma firme defesa do processo eleitoral, das urnas eletrônicas, do combate às fake news e também das instituições democráticas. Segundo ele, “liberdade de expressão não é liberdade de destruição da democracia, de destruição das instituições, de destruição da dignidade e da honra alheias.”, disse o ministro.

Antes de discursar, no entanto, uma inusitada cena foi registrada pelas câmeras: Bolsonaro e Moraes, sentados um ao lado do outro, trocaram palavras ao pé do ouvido, com risinhos recíprocos. Apesar disso, quando Moraes defendeu as urnas eletrônicas em seu discurso, Bolsonaro se absteve de aplaudir, ao contrário da maioria da plateia.

Depois do encerramento do evento, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio, que também esteve presente no evento, declarou em entrevista ao blog de Vera Magalhães, d´O Globo, que as falas do ministro Alexandre de Moraes foram agressivas e que a cerimônia foi de posse foi um nefasto acontecimento. Segundo ele, “É costume o anfitrião receber com tapete vermelho os convidados, especialmente o dirigente maior do país. O discurso do empossado foi agressivo, em nada contribuindo para o almejado entendimento.”