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Imagens: Reprodução | Foto: Policia Civil-ES

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Polícia

Em Castelo, feminicídio é desvendado através de tecnologia que descobre sangue oculto

Investigado tentou modificar cena do crime, mas perícia utilizou reagente internacional.

Redação Pedra Azul News

20/05/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 20/05/2026 - 11:44:12

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Imagens: Reprodução | Foto: Policia Civil-ES

A Delegacia de Polícia Civil de Castelo efetuou a prisão de um homem de 58 anos suspeito do feminicídio, ocultação de cadáver e fraude processual de Luciene Galdino, de 34 anos. O crime ocorreu no dia 04 de janeiro, quando a vítima saiu em direção à residência do investigado na comunidade de Monte Pio e desapareceu. O caso foi solucionado graças a um trabalho conjunto entre a inteligência policial e métodos avançados da perícia técnica científica capixaba.

O investigado possui uma extensa ficha criminal por crimes patrimoniais, incluindo furto, roubo e receptação. Ele havia deixado o sistema prisional em agosto do ano passado e, pouco tempo depois, conheceu a vítima. Ele alegou inicialmente que teria deixado Luciene em casa normalmente e que o relacionamento havia terminado, mas as câmeras de monitoramento e os depoimentos de testemunhas desmentiram a versão.

A inteligência da polícia descobriu que a última conexão do celular da vítima e o último login no Facebook partiram da rede wi-fi da casa do suspeito. Para garantir a materialidade do delito perante a Justiça do Espírito Santo, a perícia utilizou métodos científicos de padrão internacional para refazer os passos do criminoso e rebater as tentativas de limpeza do ambiente.

A equipe utilizou o reagente químico Blue Star no quarto do casal, uma evolução do tradicional luminol que reage com a hemoglobina do sangue e produz uma luminescência característica. O teste detectou sangue latente no rejunte do piso e o exame confirmou o DNA de Luciene Galdino. O suspeito também tentou plantar objetos pessoais com sangue na antiga casa da vítima para simular uma normalidade.

O corpo de Luciene foi encontrado cerca de 20 dias após o sumiço, na região de Itaoca Pedra, em Cachoeiro de Itapemirim. Ela estava dentro de um saco agrícola, jogada em um lago de pedreira abandonada com duas pedras pesadas amarradas. Após a prisão, novos sacos agrícolas idênticos e mais vestígios de sangue foram localizados em outros veículos do criminoso.

Devido ao avançado estado de decomposição do corpo, a identificação só foi possível por meio da odontologia legal, técnica que confrontou a arcada dentária do cadáver com os registros odontológicos de Luciene em vida. Segundo o delegado Estêvão Oggione e o perito Régis Farani, o foco agora é a conclusão de novos laudos e a busca por possíveis comparsas que ajudaram no transporte e ocultação do cadáver. O investigado segue detido temporariamente no Sistema Prisional do ES.

Fonte: Polícia Civil do ES, Tribunal de Justiça do ES e G1 Espírito Santo.

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