Segundo o IBGE e analistas econômicos, o mercado de trabalho brasileiro perdeu fôlego no primeiro trimestre de 2026, com a taxa média de desemprego no país subindo para 6,1%. Os dados da PNAD Contínua revelam que a desocupação aumentou em 15 das 27 unidades da federação, interrompendo a trajetória de recuperação. Para especialistas, a alta reflete tanto o ajuste sazonal do início de ano quanto uma postura mais cautelosa do empresariado diante do cenário macroeconômico global.
A população desocupada deu um salto de 6,7%, o que significa que mais de 550 mil pessoas entraram na fila por uma vaga, totalizando 8,6 milhões de desempregados. Nas outras 12 regiões do país, o índice apresentou estabilidade estatística.
O movimento foi puxado pela retração no comércio, que encolheu 2,1% (menos 415 mil postos), e no setor de serviços domésticos, que recuou 2,7%. "Há um descarte trabalho natural dos temporários de fim de ano, mas observamos uma retração mais acentuada", explica Adriana Beringuy, coordenadora do instituto.
O relatório expõe profundas assimetrias regionais. O desemprego se concentrou no Norte e Nordeste, liderado pelo Amapá (10%), seguido por Alagoas (9,2%), Bahia (9,2%), Pernambuco (9,2%) e Piauí (8,9%). Motores como São Paulo e Rio de Janeiro também registram altas de 0,5 e 0,7 ponto percentual.
Na contramão da crise, o Espírito Santo consolida destaque na resiliência econômica nacional com taxa de apenas 3,2%. Enquanto a taxa média do Brasil subiu para 6,1% no trimestre, o ES se manteve praticamente na metade da média nacional, superando estados vizinhos do Sudeste e fortes mercados do Sul, como o Paraná (3,5%). O mercado capixaba ficou atrás somente de Santa Catarina (2,7%) e Mato Grosso (3,1%).
No país, o contingente de subutilizados subiu para 19,4 milhões. Analistas apontam que o congelamento nos planos de expansão neste início de ano joga a expectativa de reação e novos investimentos estruturantes para o segundo semestre.





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