MÉDIA DE LEITURA: 3 MINUTOS
A equipe jurídica da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende protocolar um pedido de investigação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suspeita de ação coordenada e inautêntica nas redes sociais. A representação tem como foco publicações de influenciadores críticos ao governo sobre a alta no preço dos alimentos.
Segundo dossiê elaborado pela campanha, mais de 20 influenciadores utilizaram estruturas de texto, roteiros e imagens idênticas em suas postagens. Entre as provas anexadas, o levantamento destaca a foto de uma peça de contrafilé com o mesmo código de barras veiculada em 33 contas distintas — em três delas, a publicação ocorreu em um intervalo de apenas seis minutos.
Recompensas e contexto eleitoral
O documento a ser entregue à Justiça Eleitoral também aponta indícios de contrapartidas recebidas por parte dos criadores de conteúdo. Segundo o material, influenciadores relataram ganho atípico de seguidores, doações financeiras de empresários e até reconhecimentos formais, como três moções de congratulações concedidas por um vereador do PL aos citados.
A representação ocorre no ápice do embate digital entre Lula e o senador Flávio Bolsonaro em relação ao custo de vida no país. Ambos os lados têm acionado a Justiça Eleitoral com acusações mútuas sobre o uso de redes coordenadas de desinformação durante o período eleitoral.





Clique aqui






