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Centro de Inteligência da defesa Civil do Espirito Santo

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Espírito Santo

Boletim da Defesa Civil aponta que Super El Niño coloca o ES em alerta para seca e risco de incêndio

Relatório prevê 81% de chance de o fenômeno ser muito forte com pico crítico entre agosto e outubro.

Redação Pedra Azul News

23/07/2026 - 00:00:00 | Atualizada em 23/07/2026 - 09:44:09

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Centro de Inteligência da defesa Civil do Espirito Santo

O Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da atuação integrada do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC El Niño) e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Cepdec-ES), divulgou o primeiro Boletim de Monitoramento dos Impactos do Fenômeno El Niño. O levantamento confirma que 100% do território capixaba já se encontra sob a condição de seca fraca (S0), conforme a escala oficial do Monitor de Secas da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

A apresentação dos dados contou com a presença do governador em exercício, Ricardo Ferraço, além de secretários de Estado e representantes de órgãos ambientais e de segurança hídrica. Os estudos apontam que, embora o estágio atual seja classificado como inicial, a evolução do fenômeno exige ações preventivas imediatas para mitigar perdas na agricultura, no abastecimento urbano e na contenção de queimadas florestais.

Diagnóstico Técnico e Projeções Climáticas

O boletim consolida dados meteorológicos e hidrológicos detalhados, desenhando um panorama de atenção para os próximos meses:

Probabilidade de Intensificação: Os modelos climatológicos globais analisados pelo CICC indicam 81% de probabilidade de o fenômeno El Niño atingir a categoria "muito forte" entre o fim da primavera e o início do verão no Hemisfério Sul. A vigência do fenômeno pode se estender até o trimestre entre fevereiro e abril do próximo ano.

Pico Crítico: As projeções indicam que a transição de impactos fracos para severos ocorrerá a partir da segunda quinzena de agosto, atingindo o ápice de estresse hídrico nos meses de setembro e outubro.

Volume Pluviométrico: Os acumulados de chuva registrados ao longo dos últimos meses mantêm-se abaixo da média histórica em todas as nove microrregiões do estado, reduzindo a umidade do solo e a vazão de rios estratégicos para o abastecimento público e irrigação.

Impactos Agrícolas e Risco de Incêndios Florestais

A classificação S0 (seca fraca) já provoca reflexos na umidade das camadas superficiais do solo, afetando principalmente a produtividade de pastagens e o desenvolvimento de culturas agrícolas de ciclo curto.

Paralelamente, o aquecimento acima da média e o déficit hídrico acentuam o risco de focos de incêndio em vegetação. Historicamente, o trimestre entre agosto e outubro concentra o maior número de ocorrências de queimadas no Espírito Santo. Com a vegetação ressecada, a probabilidade de propagação rápida do fogo aumenta consideravelmente, ameaçando unidades de conservação e propriedades rurais.

Para acompanhar os desdobramentos operacionais, os boletins técnicos de monitoramento passarão a ser atualizados semanalmente pela Defesa Civil e divulgados no portal oficial do Governo do Estado do Espírito Santo.

Recomendações Oficiais do CICC e da Defesa Civil Estadual:

Manejo do Solo: Proibição do uso do fogo para limpeza de pastagens, terrenos ou eliminação de restos de poda e palhada.

Segurança Viária: Atenção redobrada às margens de rodovias estaduais e federais, evitando o descarte de materiais combustíveis ou acendimento de fogueiras que possam gerar fumaça e comprometer a visibilidade do trânsito.

Recursos Hídricos: Implementação imediata de medidas de uso racional da água em residências, indústrias e sistemas de irrigação agrícola.

Fontes das informações:

Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Espírito Santo (Cepdec-ES)

Centro Integrado de Comando e Controle (CICC El Niño)

Governo do Estado do Espírito Santo

Monitor de Secas - Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

Folha Vitória

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