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Foto : Fernando Madeira/Rede Gazeta

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Polícia

Ataques na Grande Vitória; 16 pessoas já foram detidas

A guerra do tráfico continua assuntando a população de Vitória.

Redação Pedra Azul News

13/10/2022 - 00:00:00 | Atualizada em 15/10/2022 - 09:48:29

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Foto : Fernando Madeira/Rede Gazeta

A terça-feira (11) foi de medo e apreensão para os moradores de Vitória. Sete ônibus foram atacados, tiros, carro de reportagem incendiado e ameaças ocorreram em bairros da capital. Moradores enfrentaram com apreensão o dia após a morte de Jonathan Candida Cardoso, de 26 anos, responsável pela segurança do traficante Fernando Morais Pereira Pimenta, o Marujo.

Entenda a cronologia dos ataques, a motivação e qual a reposta do Governo do Estado.

*Ataques:
Tudo começou na noite de segunda-feira (10). Policiais foram avisados de que Marujo, chefe do tráfico do Bairro da Penha e Bonfim, estaria em uma escadaria do Bonfim junto com outros indivíduos armados de fuzis e espingardas de calibre 12, segundo informações de A Gazeta.

Ao perceberem a presença da polícia, tiros foram disparados e o confronto começou. Jonathan, segurança de Marujo, foi encontrado caído e estava armado. O jovem foi socorrido, mas não resistiu. Com a morte de Jonathan, conhecido como "Faixa Preta", os ataques começaram na manhã de terça. Jonathan tinha um mandado de prisão por tráfico de drogas e era integrante do Primeiro Comando de Vitória (PCV).

Por volta de 10h30, um ônibus foi metralhado na região de Bonfim. Em seguida, um carro da reportagem da TV Tribuna foi incendiado e jornalistas foram ameaçados. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e o SBT repudiaram o ataque violento sofrido pela reportagem.

A ANJ pediu "providências imediatas às autoridades para esclarecimento do caso e uma rigorosa apuração dos fatos para que os culpados sejam identificados e punidos. A impunidade nesse e em outros episódios é inadmissível", segundo nota publicada pelo Tribuna Online.

Por volta das13h30, dois outros coletivos foram incendiados nos bairros Consolação e Santo Antônio. Às 17h30, outro ônibus foi queimado no Parque Moscoso. No fim da tarde, um ônibus foi incendiado próximo à Praça do Papa, na Enseada do Suá. Em uma das vias que dão acesso à Terceira Ponte, outro coletivo foi atacado.

Próximo das 21h, mais um ônibus foi alvo dos ataques, desta vez no município de Serra, na Rodovia do Contorno. Esse foi o primeiro caso fora da capital. No total, sete ônibus foram atacados.

Ao longo da terça-feira, linhas de ônibus foram interrompidas, aulas na Ufes e em escolas foram suspensas. A coleta de lixo também não aconteceu em alguns bairros e Unidades de Saúde alteraram sua rotina por conta da situação.

*Autoria e motivação dos ataques:
A Secretaria de Segurança Pública segue investigando quem estaria por trás dos ataques ocorridos na terça. Segundo informações iniciais, o Primeiro Comando de Vitória (PCV) teria reivindicado a autoria dos atentados.

O cenário de violência instalado na Grande Vitória foi uma represália pela morte do segurança do traficante Marujo. Com a morte de Jonathan Candida Cardoso, de 26 anos, o "Faixa Preta", os ataques começaram. Marujo é considerado um dos traficantes mais perigosos do Espírito Santo e está foragido. O traficante é um importante integrante do PCV.

*Prisões efetuadas e resposta do Governo:
Ainda na terça-feira, 11 pessoas foram detidas. Na quarta-feira (12), mais cinco suspeitos foram capturados, entre eles, menores de idade.

No dia dos ataques, o governador Renato Casagrande informou por meio de suas redes sociais que “os ataques em retaliação às ações da PM, que atua com rigor no combate ao crime, não intimidarão as nossas forças de segurança. Nossos Policiais continuarão agindo e defendendo a nossa população. Qualquer tentativa de intimidação será combatida imediatamente”.

Casagrande ainda criticou o fato de opositores aproveitarem a situação para confundir a população e “fazer gracinha nas redes sociais”.

“É fundamental que a gente possa confiar no trabalho e na competência das nossas forças de segurança. Como disse, nossas Polícias alcançariam os responsáveis, e alcançaram(...). Enquanto oportunistas fazem gracinha nas redes sociais, causando desinformação e confusão para a população capixaba, nós trabalhamos, produzindo resultados efetivos. É isso que tem dado ao capixaba a segurança e a confiança de que temos a capacidade de enfrentar as situações mais desafiadoras. E enquanto estivermos governando o Espírito Santo, milícia e crime organizado não terão vez nas instituições capixabas”, declarou o governador.

*Criança levou tiro na cabeça:
A Polícia Civil ainda investiga se o caso da criança que levou um tiro de bala perdida na cabeça tem relação com os acontecimentos da última terça. O menino de 10 anos estava na escola no bairro São Cristovão, em Vitória, quando foi atingido. Ele passou por uma cirurgia, mas continua em estado grave. O menino jogava bola na quadra da escola quando foi atingido pelo tiro na terça-feira. Ele participava de uma comemoração do Dia das Crianças.