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A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou os resultados globais do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) 2025. O estudo, considerado o maior e mais abrangente diagnóstico educacional do mundo, avaliou a capacidade de aplicação prática do conhecimento em mais de 760 mil estudantes de 15 anos distribuídos por 91 países.
Os dados colocam o Brasil em situação de estagnação e distante dos índices das economias desenvolvidas. Nas três áreas avaliadas pelo exame, as pontuações médias obtidas pelos estudantes brasileiros ficaram significativamente abaixo da média da OCDE:
Matemática: 377 pontos (71ª posição entre 89 países ranqueados) — Média OCDE: 472 pontos.
Leitura: 408 pontos (52ª posição) — Média OCDE: 476 pontos.
Ciências: 409 pontos (67ª posição) — Média OCDE: 485 pontos.
O gargalo do analfabetismo funcional e o impacto no PIB futuro
O indicador mais alarmante do relatório evidencia uma grave crise de aprendizagem na fase de transição para o ensino médio:
Desempenho Crítico Abaixo do Nível 2: Cerca de 43,8% dos alunos brasileiros de 15 anos não alcançaram o nível básico de proficiência simultaneamente nas três disciplinas. Nos países da OCDE, esse percentual é de 19,7%.
Analfabetismo Funcional na Prática: Quase metade dos jovens avaliados conclui a etapa fundamental de ensino sem capacidade de interpretar textos simples, resolver problemas matemáticos do cotidiano ou compreender conceitos científicos elementares.
Impacto Econômico de Longo Prazo: Economistas e especialistas em políticas públicas alertam que a baixa qualidade na formação do capital humano afeta diretamente a produtividade, a capacidade de inovação e o potencial de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) nacional nas próximas décadas.
Desigualdade regional e desafios da rede pública
O estudo da OCDE também destacou a disparidade interna nos resultados da educação brasileira:
Abismo entre Redes: A discrepância de pontuação entre escolas privadas e a rede pública estadual e municipal ultrapassa 70 pontos nas provas de matemática e leitura, o que equivale a mais de dois anos de escolaridade formal.
Investimento por Aluno: O Brasil investe cerca de um terço do valor médio por estudante praticado pelos países membros da OCDE ao longo da vida escolar (dos 6 aos 15 anos), o que reduz a infraestrutura e o suporte pedagógico disponíveis nas salas de aula.





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